Review em Texto – Real Love [18+]

Olá a todos!

Esse fim de semana serei eu mesmo (Trilles) que postarei, mas no futuro, a Ammy é que postará suas reviews para vocês leitores. Estou meio tenso ao postar isso pois nunca postei algo com nudez explícita nesse site, mas tomara que não tenha problema. Como podem ter percebido pelo título, esse post contém fotos de nudez, então estou o intitulando para maiores de 18 anos.

Então, é com um grande prazer que lhes apresento nossa primeira review feita apenas com o propósito de ser um texto, feita pela nossa membro Ammy: Real Love (Ai Daro)!

Título: Real Love.
Título original: 愛だろ( Ai Daro).
Gênero: Josei, Drama, Romance, School, Smut.
Autor: Oda Mitsuki.
Status da obra: Completa no Japão.
Quantidade de volumes: 1 volume de one-shots.
Quantidade de capítulos: 5.
Publicação: 2007.

Antes de qualquer coisa, explicarei sobre os gêneros “Josei” e “Smut”. Josei é o gênero que designa shoujos (obras direcionadas para o gênero feminino – normalmente mais jovem) mais maduros, ou seja, para um público com mais de 18 anos de idade. O gênero geralmente apresenta temas mais fortes (sexo, violência, pobreza, dentre outros), que “menininhas de colegial” não conseguiriam ver, e/ou temas de cunho adulto (trabalho, vida social, casamento). Já o smut é o gênero que fica entre o ecchi e o hentai, onde mostra mais do que bundas, peitos gigantes e coisas exageradas, e menos do que o sexo explícito com as genitálias a mostra. Este gênero balança entre cenas de sexo e preliminares mostrando apenas o necessário para o desenvolvimento do enredo. Quando em conjunto com um tema designado para adultos (como o Josei), ele pode até apresentar cenas mais pesadas como estupro e afins.

Dividida em cinco capítulos, o volume de one-shots nos apresenta três estórias diferentes, sendo apenas os três primeiros da estória principal e os outros dois de estórias secundárias. O manga não tem um algo a mais em seu desenho, com fundos simples, e até muitas vezes sem fundos. Os traços da autora parecem ter saído de um guia de “como desenhar shoujos de sucesso”, nada muito característico, ela realmente não deixa sua “marca” no manga, talvez por ser uma autora muito nova, tendo apenas três mangas publicados, todos one-shots, com as mesmas características, josei e smut. Porém, “Ai Daro” ganha meu apreço no quesito personagem e enredo.

Ai Daro não é um manga josei convencional, pois além de ter pouquíssimos personagens, a autora conseguiu aprofundar e elaborar diferentes tipos de personalidades e históricos para cada um de seus personagens, que ao todo são quatro, a protagonista Shun, seu irmão gêmeo Shu, seu ex-namorado Naomichi e a namorada de Shu, Miki.

O enredo não tem local e nem data definida, só sabemos que ele acontece antes do outono japonês, pois Shun acaba terminando com seu “ex” no começo do manga e comenta que acabara passando o outono sozinha novamente. Poucas páginas pra frente, descobrimos que os irmãos Shun e Shu não têm tido muita “sorte” em seus relacionamentos amorosos. Shun, após o termino do namoro conturbado com Naomichi, não consegue amar mais ninguém e acaba pulando de relacionamento em relacionamento, já seu irmão Shu tem uma namorada, mas não consegue ter qualquer tipo de intimidade com Miki, nem se quer dar as mãos. Após algum “tempo” de leitura a autora começa a explicar os motivos que levaram os personagens a estarem onde estão por retrocessos mentais dos personagens e pela própria fala dos tais.

Claro que eu não poderia deixar de falar das cenas de sexo, que demonstram a característica smut e josei do manga, em que a autora demonstra o ato (sem mostrar as genitálias, é claro), ao contrário de um shoujo convencional em que não mostraria nem uma parte do ato em si. Algo também muito interessante dessas cenas de “amor” entre Shun e Naomichi, é que a autora consegue passar os sentimentos dos personagens no momento sem muitas falas.

As estórias “bônus” do manga, compostas pelos capítulos 4 (Baby) e 5 (Love Star), têm, por incrível que pareça, o objetivo de ser um simples “filler”, mesmo eu achando que estas deveriam ganhar seu próprio manga, e a autora aprofundar mais no enredo, que é sobre uma garota que foi encontrada por um promoter nas ruas, que sabia cantar, tocar e compor como nenhuma outra.

Juntando tudo, creio eu que o volume Ai Daro é um josei digno de se ler, porém devo alertar que esse manga foi produzido para mulheres na faixa de seus 18 anos de idade, logo, para uma mulher como eu, o manga merece uma nota “7”, mas já para homens, recomendo a leitura apenas aos fãs dos gêneros citados.

Um abraço a todos. Bons mangas.

5 pensamentos sobre “Review em Texto – Real Love [18+]

  1. Muito bom o texto, está de parabéns! Principalmente por focar na obra em si. Parece básico, mas tem muitas revisões por ai que fogem para o lado de revelar experiências pessoais e fetiches, se esquecendo de falar sobre a obra. Ou seja, gostei bastante pelo texto tratar da obra sem desviar do assunto. E a qualidade não perde nem um pouco para o cast em áudio (^_^)/

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