Review – Parasyte (Kiseijuu)

Yo pessoal! Estou aqui de novo para trazer outra review antiga do EMD que foi feita lá no meio do ano passado. Alguns podem ter esquecido dessa obra e do vídeo do YouTube, que foi o nosso último por sinal, mas o manga com certeza merece ser lembrado e lido por todos que apreciam um bom manga.

A obra da vez é Parasyte! E para aqueles que ainda não a conhecem esta pode ser uma oportunidade para desfrutarem dos questionamentos do manga e, é claro, de uma das melhores duplas já feitas em um manga: Migi e Shinichi.

Parasyte

Então, vamos finalmente à review desta obra imperdível!

Antes de começarmos a falar propriamente do manga, é importante sabermos alguns aspectos sobre ele. Parasyte foi escrito por Hitsohi Iwaaki e conta com 10 volumes. Vale dizer que ele também é o autor de Historie, que também é um ótimo manga e ainda está em andamento.

A história começa com diversos ovos vindos do espaço caindo na Terra, cada um contendo um parasita. Estes parasitas, ao saírem dos ovos, procuram um receptáculo ao qual possam se alimentar, neste caso, os seres humanos. O manga começa exatamente com a tentativa e consequente falha de um desses parasitas de controlar o corpo do nosso personagem principal, Shinichi Izumi, que consegue evitar que o parasita chegue a sua cabeça e assim controlar seu corpo, mas vemos que o parasita se aloja em sua mão direita, e é com esta premissa que começa a estória do manga.

Shinichi Izumi é um típico estudante do ensino médio que agora possui uma preocupação a mais em sua vida: conviver com um monstro, um parasita dentro de seu corpo. O estudante no começo da obra é completamente diferente de seu “parceiro”. Migi (nome dado por Shinichi – Migi = direita em português), o parasita alojado na mão direita de Shinichi, é completamente racional e tem uma sede insaciável de aprender sobre a cultura da Terra. O parasita ainda é completamente autônomo o que acarretará situações interessantes no manga como também diversos momentos cômicos entre a dupla. Migi também faz de tudo para sobreviver e é interessante como se dá o desenvolvimento destes personagens completamente diferentes e de sua relação.

Parasyte é um manga que foi feito como uma crítica para a humanidade. Ao longo do manga percebemos que o autor não poupa o leitor de nenhum pensamento fazendo com que nós pensemos sobre o que está passando no manga e sobre nossas ações no cotidiano.

Um dos melhores pontos do manga, com certeza, é o desenvolvimento dos personagens principais. Por conta da convivência, ficam evidentes ao longo do tempo as mudanças que isso causa para a dupla. Além das diversas conversas interessantes entre a dupla que nos fazem pensar sobre algumas questões, os eventos ocorridos ao longo do manga têm uma grande importância para o crescimento dos personagens. Em Shinichi, o autor deixou mais evidente este crescimento, mostrando ao leitor todos os seus conflitos e indecisões. Já para Migi, observamos essa evolução por suas ações no decorrer do manga.

Como não poderia faltar, tenho que falar sobre os personagens de Parasyte. Os personagens na obra demonstram como esta obra é diferenciada e merece ser lida. Os parasitas são muito inteligentes, se adaptam a sociedade muito rápido e são capazes de aprender algo que um humano levaria anos em um dia. Cada parasita apresenta um aspecto diferente, cada um busca compreender algum aspecto como, por exemplo, o amor ou a força. E é a partir desta busca que percebemos o desenvolvimento de cada um deles. A maioria dos personagens são muito bem trabalhados e cada desenvolvimento é acompanhado de indagações interessantes. E foi interessante perceber como o autor utilizou os humanos no manga, fazendo um ótimo contraste com os parasitas e conseguindo passar a mensagem da melhor maneira possível.

A arte de Parasyte é, infelizmente, fraca. A obra foi desenhada na década de 90, algo facilmente perceptível pelo traço característico de um manga mais antigo. Entretanto, o fato da arte ser velha não justifica e não muda o fato de ser ruim até para a sua época. Ainda conseguimos perceber que a arte peca em detalhes e as lutas da obra, por conta da arte ruim, acabam se tornando, na maior parte da luta, chata e repetitiva. Uma coisa que devemos levar em consideração sobre a arte é que ela é limpa e o autor consegue transmitir ao leitor aquilo que o personagem sente através do desenho.

Verdade seja dita, as lutas de Parasyte são muito boas. Apesar de a arte atrapalhar a ação, as lutas são interessantes devido ao fato de a todo o momento a dupla estar discutindo e executando estratégias para vencer o combate. Por isso, o leitor não será surpreendido com situações inusitadas, pois tudo ocorre em consonância com a lógica do manga.

O cenário, apesar de conter muito colégio, por conta de Shinichi, não se limita somente a este espaço. Durante a obra percebemos que a dupla viaja diversas vezes pelo país e o cenário acaba se expandido. A escola e até a casa de Shinichi servem mais como um lugar para os personagens voltarem e por isso o cenário não é fixo. Além das viagens, a cidade também é bem trabalhada nas várias vezes que a dupla circula por ela. Tendo tudo isso em vista, podemos dizer que a maioria dos cenários em Parasyte é trabalhada de maneira satisfatória e o autor não tem a pretensão de manter a dupla em somente um único espaço.

Como Parasyte não é uma obra perfeita ela apresenta pontos negativos. Além dos citados, um ponto que deve ser comentado é o romance. Já vou começar dizendo que romance não é necessário em todas as obras, mas aquelas que conseguem inseri-lo e trabalhá-lo de boa maneira ganha alguns pontos, como citado em nosso Analisando Gêneros: Romance. O que acontece é que o romance do personagem principal fica um pouco jogado. Não vemos como o casal se conheceu e o desenvolvimento da relação entre os dois é feito de maneira porca, para não dizer nula. E o pior de tudo é que o romance tem um grande impacto no final da obra, que acaba sendo ruim, também por causa do romance comentado.

Como estou fazendo essa review também quero deixar minha nota, mesmo não tendo participado do podcast, e ela seria “9”.

Queremos saber a sua opinião! Então, vote e dê a sua nota para o manga!

Qualquer reclamação, xingamento, comentário sobre a review ou a obra, por favor, escrevam abaixo nos comentários, mas lembrem-se, utilizem argumentos válidos!

Então é isso galera! Essa foi a minha review de Parasyte e espero que tenham gostado. Até a próxima.

*Notas

Trilles: 8
Estrupatom:9
Gutinho: 8

– Informações Gerais –

Onde baixar o mangá: Chrono.
Leitura Online: Central de Mangás.
Status do manga: terminado.
Volumes: 10.

*Para saber sobre as músicas utilizadas no cast ou caso tenham qualquer dúvida, entrem em contato conosco.

10 pensamentos sobre “Review – Parasyte (Kiseijuu)

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