Review – Shigurui

Ae Pessoal! Estou aqui de novo para trazer mais uma review antiga do EMD que foi feita ainda no Youtube. Esta será a última review em texto dos feitos em vídeo. Code Geass e Gunm receberão novos podcasts e podem aparecer aqui no site mais cedo do que vocês imaginam!

Essa semana eu trago Shigurui! Um manga que consegue retratar muito bem a época dos samurais e exibe com esplendor a conduta a ser seguido por estes guerreiros.

Então, vamos conhecer os samurais em Shigurui!

Shigurui

Antes de começarmos a falar da história de Shigurui, é importante conhecermos alguns aspectos sobre a obra. Shigurui foi escrito por Takayuki Yamaguchi e desenhado por Norio Nanjou e conta com 84 capítulos encadernados em 15 volumes. Vale dizer que Shigurui possui um anime de 12 episódios, porém essa review será somente sobre o manga.

A história de Shigurui começa de maneira diferente daquela que estamos acostumados, pois ela inicia exatamente pelo final do manga. Somos apresentados a Fujiki Gennosuke, um homem que possui somente o seu braço direito e Irako Seigen, um homem cego e aleijado. Ambos estão participando de um torneio mortal promovido por um nobre, e quando o duelo entre os dois está prestes a começar, a história vai para o passado para apresentar o que aconteceu para chegar naquele momento.

Fujiki Gennosuke é um dos discípulos do estilo Kogan-Ryuu e também um dos candidatos a se tornar o sucessor do estilo. Gennosuke segue a risca a conduta dos samurais e faz de tudo pelo seu dojo. Além disso, ele é talentoso e possui muita determinação, características que ajudam muito o personagem a desenvolver sua técnica com a espada. Gennosuke é pouco desenvolvido, mas possui um bom background que explica sua entrada no dojo e seu comportamento.

Irako Seigen, logo no início do manga, se junta ao dojo e se torna um discípulo do estilo Kogan-Ryuu. Irako não possui escrúpulos, apesar de ter um desejo comum, ascenção social, ele não mede esforços para alcança-lo. Por conta de às vezes ser ambicioso demais, Irako acaba recebendo sérias consequências. O seu background também é muito bom e explica toda a lógica do personagem. Irako, também, é um homem muito bonito e chama muito a atenção das mulheres, assim como de alguns homens. Vale dizer que o manga trata de um tema como o homossexualismo de maneira normal, o que acaba sendo um diferencial, principalmente por tratar desse assunto em um manga sobre samurais.

Voltando ao enredo, percebemos que a história de Shigurui girará em torno destes dois personagens principais: Gennosuke e Irako. A questão do sucessor do estilo Kogan-Ryuu é o grande divisor de águas entre os dois e a partir deste evento eles rumam caminhos diferentes, mas é interessante como o autor consegue sempre interligar um caminho com o outro, até em que chegamos a cena do início do manga. Somente um adendo, é que a relação entre eles é muito bem feita, e ao longo do manga, percebemos que apesar de serem rivais, existe um respeito mútuo.

A narrativa de Shigurui se difere daquela que estamos acostumados, a obra contém poucos diálogos, oriundo do comportamento dos samurais, mas o autor compensa com uma narrativa semelhante àquela que presenciamos em livros. O autor a todo o momento aponta como os personagens pensam, se comportando como um narrador onisciente. Este elemento de narrativa faz com que a obra tenha um ritmo mais fluído e menos cansativo.

A obra também é muito detalhista, a todo o momento percebemos o autor preocupado em mostrar ao leitor o contexto histórico em que a história se passa. Os personagens também recebem uma atenção especial, eles são a todo o momento explicados quem são, porém percebemos que muitos personagens não possuem uma relevância para a obra, tornando tudo isso meio inútil.

E como não poderia faltar num manga de samurais, percebe-se várias vezes os personagens treinando e se aprimorando. O autor se preocupou também em mostrar como as técnicas eram feitas, de modo que apesar de irrealista, o leitor consegue compreender como são executadas. Todo esse detalhamento enriquece muito a obra e satisfaz aquele leitor que deseja saber sobre todos os aspectos da obra.

Os personagens da obra possuem um desenvolvimento praticamente nulo. Porém, percebe-se que esta falha ocorre, pois o autor procura demonstrar o comportamento da época. Os personagens, então, são muito bem construídos, todos já estão prontos, sua personalidade já está definida e será mantida até o final da obra. Percebemos isso muito bem principalmente na submissão das mulheres ao longo da obra e do código de conduta dos samurais.

Um ponto forte da obra são as suas lutas. Todas elas são muito bem feitas, com o desenhista fazendo todos os movimentos em sequência para que o leitor entenda tudo que está acontecendo. Além da boa movimentação, o autor conseguiu colocar um elemento de imprevisibilidade nas lutas, fazendo com que o leitor fique ansioso para o seu desfecho.

A arte de Shigurui oscila. Há momentos no manga em que o autor faz páginas espetaculares, como também faz algumas decepcionantes. A anatomia dos personagens é muito bem feita, porém o autor peca no rosto dos personagens fazendo-os com olhos muito grandes ou simplesmente exagerando para mostrar que alguém é feio.

O cenário de Shigurui é, infelizmente, fraco. O cenário de fundo da obra não possui alguma variação, parece que estamos observando sempre o mesmo visual. Mesmo que a explicação seja por causa de um padrão da época, observar o mesmo cenário a todo o tempo, cansa o leitor. Além disso, falando do cenário em relação ao mundo, a obra também é fraca nesse aspecto. Isso ocorre, pois assim como o cenário de fundo, não há variação. O cenário não é bem explorado e os personagens passam a maior parte do tempo no dojo.

Shigurui é uma obra irrealista e exagerada. Diversas vezes no manga percebemos técnicas inexistentes e absurdas, homens sendo cortados ao meio e sangue jorrando pela página. É incrível como na maior parte do manga o autor conseguiu balancear este irrealismo de maneira que não incomodasse o leitor. Porém, devemos lembrar que algumas vezes o autor passa do ponto do irrealismo e isto não passa despercebido pelo leitor.

O maior ponto fraco do manga com certeza é a sua parte “filler”. A obra possui um arco totalmente irrelevante para a história principal de Shigurui. A história do Homem-Sapo pode não ser horrível, mas ela foi claramente feita para alongar o manga. Além de desnecessário, o Homem-Sapo não possui nenhum carisma e é um personagem totalmente exagerado.

Um ponto que não pode ser deixado de lado é o final da obra. O final de Shigurui deixa a desejar. O leitor fica desde o início do manga esperando por uma luta épica entre Gennosuke e Irako, mas o clímax do manga é quebrado com uma luta finalizada em poucos movimentos.

Como estou fazendo essa review também quero deixar minha nota, mesmo não tendo participado do podcast, e ela seria “8″.

Qualquer reclamação, xingamento, comentário sobre a review ou a obra, por favor, escrevam abaixo nos comentários, mas lembrem-se, utilizem argumentos válidos!

Então é isso galera! Essa foi a minha review de Shigurui e espero que tenham gostado. Até a próxima.

Queremos saber a sua opinião! Então, vote e dê a sua nota para o manga!

Revisor: Jonatas.

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8 pensamentos sobre “Review – Shigurui

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