Visões Distorcidas de um Bêbado: Quando um Titã confunde o Leviatã.

Fala povão! Aqui é o Carlos. E como a ordem no grupo é fazer algo mais viajado, venho trazer para vocês um texto diferente do habitual. Nele irei misturar teorias que estudo na faculdade e/ou em cursos de extensão, junto com diferentes mangas. Na verdade não sei se essa ideia irá se perpetuar. Tudo dependerá do feedback que irei receber de vocês. Bem, sem mais delongas, o assunto de hoje trará a obra de mais hype da temporada de animes anterior à atual: Shingeki no Kyojin. Porém, com um enfoque novo. E para explicar melhor como se misturam as teorias que citarei, terei que dar alguns spoilers da obra. Deixando mais claro: ESSA PORRA TEM SPOILERS, VAGABUNDOS! ENTÃO NÃO ME VENHAM COM RECLAMAÇÕES!

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Depois desse breve (mas importante) aviso, tentarei explicar a ideia do post. Aqueles mais familiarizados com estudos de ciências políticas e relações internacionais (até mesmo pelo ensino médio, se bobear) já devem ter percebido o tom das próximas frases. Tentarei mostrar-lhes uma visão que tenho sobre o Estado em Shingeki no Kyojin a partir das interpretações de diferentes autores, sendo o principal deles Thomas Hobbes. “Mas por que Hobbes, Mestre dos Magos?” Simples, jovem imbecil que acredita em tudo que falo. A estória de Shingeki no Kyojin se passa em um Estado de características muito similares ao que Hobbes defendia, o Estado Absolutista. Por ser empregado do governo britânico, Hobbes fez sua obra baseada nesse modelo, e a partir daí, apresentou teorias sobre o porquê do Estado ter de ser absolutista (não entraremos no assunto dos motivos do homem, pois não é este o intuito deste texto) e como ele se forma.

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A estória de Shingeki no Kyojin apresenta a presença de um rei, da nobreza, do clero (que acredita nas divindades das muralhas), camponeses, a polícia (que é a representação da guarda real), dentre outras divisões. O principal fator que exemplifica o modelo absolutista são as próprias muralhas, pois elas dividem em castas a população e são uma clara referência ao modelo francês de divisão, que nos dá o Primeiro Estado (clero), o Segundo Estado (nobreza) e o Terceiro Estado (resto da população). Dentro do terceiro Estado temos diferenciações também, pois a maioria da população se apresenta ali. Isso fica bem claro na cena onde um carrinho com mercadorias de um alto burguês impede a fuga do resto da população.

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Outra clara representação, mas nesse caso já envolvendo mais diretamente a teoria de Hobbes, seriam os titãs. Os titãs podem ser vistos como outros Estados. Na verdade, com o desenrolar dos últimos capítulos é bem possível pensar que essa hipótese deixe de ser algo comparativo e passe a ser o desfecho da obra japonesa. E aplicando uma visão hobbesiana, a partir do momento em que o governante não pode, ou não consegue, dar garantias de segurança à sua população, o contrato social será desfeito. Neste caso, ou um novo líder é escolhido pelo povo, ou o homem voltará ao Estado de Natureza.
A partir de agora, para facilitar o entendimento do que estou falando e de onde quero chegar explicarei a teoria de Hobbes. Hobbes apresenta em sua teoria, que antes da criação do Estado, o ser-humano vive no Estado de Natureza. Nesta situação, o ser-humano vive em um modelo de livre arbítrio total, sem nenhum ser acima que disponha do monopólio do poder da força. Esse modelo anárquico dispõe de total liberdade para o indivíduo, porém, o imprime em um sistema de ameaça constante, pois como o homem é um ser ruim por natureza, ele irá buscar a forma de satisfazer todos os seus instintos e necessidades sem se preocupar com o bem estar do outro. Para quebrar esse estado de insegurança, o homem troca parte de sua liberdade total para ter segurança, assim ele (grupo) elege um indivíduo que controlará a situação e a partir deste momento terá o monopólio do poder coercitivo. A partir de então, o monarca criará instituições que legislarão e controlarão o uso da força pelo Estado político. Sendo esta troca da liberdade por segurança o contrato social.
A partir desta explicação podemos perceber que a criação do Estado político pela visão hobbesiana é muito possível de ser utilizada no universo de Shingeki no Kyojin, e seria uma explicação espetacular. Com os titãs como ameaça para a raça humana – a partir daí podemos fazer uma análise que indicaria os titãs como a encarnação dessa característica má do homem, que Hobbes e outros autores apresentam – se torna plausível a assinatura do contrato social, entregando o monopólio do uso da força pela segurança. E é neste ponto que quero chegar. Você assina o contrato social, retirando parte de sua liberdade em troca de segurança. Porém, no mundo atual de Shingeki no Kyojin, não existe esse Estado de segurança, que é o motivo pelo qual o homem assina o contrato social. Logo, podemos pensar que o contrato social pode ser desfeito pela população e possíveis revoltas frente ao Estado podem aparecer na obra.

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Farei uma rápida análise sobre as instituições, que foram pouco apresentadas na obra até agora. Para isso, usarei as ideias de outro autor: Nicolau Maquiavel. Maquiavel trabalhou principalmente as construções das instituições dentro de um Estado, para assim deixá-lo mais forte. Em suas palavras: “Sábio é o governante que ergue instituições fortes – e conquista, assim, a afeição do povo e a glória.” Para esse alcance da glória ele apresenta um programa de princípios e políticas virtuosas, baseados na coesão interna. Para implementar tais políticas, o governante necessitará de armas boas, que irão lhe dar a força necessária para tais atos.

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Percebe-se que o rei em Shingeki no Kyojin só leu Maquiavel até a parte das armas boas, pois ele segue os mandamentos do gênio de Florença e cria um exército leal a seu Estado e governante. Porém, erra na formação da única instituição até agora apresentada: aquela que demanda o uso da força. Foram apresentadas três instâncias dessa instituição: a polícia (guarda real), as tropas estacionarias (o que seriam a polícia no nosso mundo) e as tropas de exploração. E o erro foi muito bem apresentado (acredito que será bem explorado no decorrer do manga), pois os principais formandos, logo, os principais combatentes desse exército, ganham como prêmio não lutarem e nem chegarem perto do campo de batalha. Eles se tornam parte da polícia. Assim, sua função passa a ser proteger o rei e toda sua cúpula, que fica nos lugares mais longínquos, distantes da batalha. Assim, cabe o pensamento: “Estado de segurança para quem?” Algo pensável até para situações mais atuais.

CONCLUINDO…

Shingeki no Kyojin, pelo menos para mim, vem sendo uma obra excepcional. Acredito que existam obras  com melhores artes (com certeza), enredo, narrativa  etc. Porém, tenho um carinho maior por obras que me permitam essa “visão além da obra” de forma mais fácil, que apresentem temas de diferentes cunho filosófico e analítico, assim, trazendo algo novo (um plus) para seus leitores. E Shingeki no Kyojin é uma dessas obras. Não sei vocês, mais eu já pensei em duas ou três possibilidades de análises diferentes, além dessa que lhes apresentei neste texto. Espero poder trazer mais deste tipo de texto para vocês. Esse tipo de coisa “fora da curva”, algo mais viajado é algo que curto muito. Logo espero o feedback de vocês para saber se manterei ou não o post. Também espero bons e construtivos comentários.

Um grande Abraço e muita cachaça, animes, mangas e outras coisas boas da vida a todos!

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36 pensamentos sobre “Visões Distorcidas de um Bêbado: Quando um Titã confunde o Leviatã.

  1. Curto bastante o manga e mesmo o anime tendo algumas falhas não deixa de ser divertido de assistir.

    Confesso que nunca analisei a obra por esse ponto de vista, por isso mesmo achei o texto bastante interessante e com ele pude ter uma visão diferente da obra. É sempre bom ter outros pontos de vista.

    Parabéns pelo texto e certamente ficarei no aguardo de outros posts do tipo.

  2. Texto muitissimo interessante, carlos. Eu não posso opinar muito por que só li o começinho de SnK até hoje, mas gostei e espero que faça mais textos desse tipo por aqui.

  3. Gostei da sua opinião e visão Carlos, existem vários mangás que podem nos mostrar fatos ou referências ao mundo real ou clássicos literários da forma como você apresentou. Para mim Berserk é um desses, onde mostra muito simbolismo religioso além da visão mística e sobrenatural que existia na Idade Média.

    • Eu ainda não li muito de Berserk, acabei por só ler o arco da Era de Ouro. Mas já vi algumas possibilidades de misturar alguns temas. Porém irei experar e ler mais da obra pra ter uma melhor base do que escrever.

  4. Texto muito bom. Acredito que já deve ter tido algum japonês que tentou pensar por esse ângulo, ou até outras pessoas que ousaram outros tipos. Pra mim, uma das coisas mais interessantes e legais em afins de animes é quando esses remetem alguma característica social filosófica de forma simbólica, em mangás/animes esse tipo de coisa fica até mais interessante de saber e estudar quando inseridos nisso.

    Lembrei de Qualia the Purple onde são inseridas princípios da epistemologia e teorias da física quântica. Alguém do grupo leu?

  5. Adorei o título, combina muito com sexta. Honestamente, eu só li a introdução e a conclusão, porque eu não li até o capítulo mais atual, porém só o que eu vi já valeu muito.
    Agora, você se lembra do meu comentário que confundi você com um cristão de um debate em uma radiocast, Carlos? Para você ter uma ideia, a frase de efeito dele era “falta filosofia”, vendo você tratar de um tema também de um ponto filosófico, me fez lembrar dele novamente, tá me entendendo? kkkkkkk
    Continue com o post, se algum dia eu ler um texto semelhante sobre Berserk, será incrível. Sobre simbologia, você poderia falar sobre Death Note, acho que seria legal.

    • Leo, na verdade, já falamos das simbologias de Death Note em nosso podcast da obra. Comentaremos dos de Berserk em nossa review. Na verdade, já deveríamos ter refeito nossa review de Shingeki no Kyojin, pois a primeira ficou muito ruim, mas faremos uma nova quando o manga avançar mais/acabar.

      • Sério? Agora fiquei ainda mais animado para ouvir os podcasts mais antigos, na verdade comecei a acompanhar o EMD esse ano, tanto que ainda me falta ouvir os casts de Death Note e Soul Eater. Shingeki eu ainda não vi a review porque, como eu disse, ainda não li tudo, fato é que eu parei de ler Shingeki para acompanhar o anime sem que um final filler me faça querer suicidar(como Ao No Exorcist). Retomarei a leitura quando o anime terminar.
        Sobre a anunciada review de Darker Than Black, eu estou muito, MUITO ansioso. Terminei de assistir o anime bem cedinho hoje e ele é um dos melhores animes que já assisti! Chegando em casa, baixarei a segunda temporada hoje e a assistirei inteira amanhã. Ainda me lembrou um pouco do início de Black Cat, que me agradou muito na época que eu assisti, exceto o final.

      • Esqueci de comentar ontem, o que me lembrou Death Note foi a cena da maçã em Darker Than Black, e agora, depois de ver os OVAs, reforço que lembra muito o Black Cat, só que é MUITO melhor.

    • Como falei em um comentario acima, só li a Era de Ouro até agora. Então irei ler mais da obra para ver se da para fazer uma analise desse tipo. Na verdade já vi algo que de para comentar, mas prefiro esperar.

  6. Bem interessante sua análise e ponto de vista… vou admitir que me lembrou a escola pois estudei esses grandes pensadores do Absolutismo há pouco tempo, e com a leitura desse texto não há como discordar de que o autor de SnK deve ter pensado muito antes trazer tais elementos para sua obra, que apesar de alguns pontos poucos trabalhados até o momento como foi dito, abre uma infinidade de possibilidades para que rumo o mundo de Shingeki irá caminhar…Espero que você traga mais textos como esse pois apesar de ler pouco sou fã de grandes pensadores do passado e seus raciocínios únicos!

  7. Gostei do post, já havia percebido isso em SNK.
    Está tudo bem escrito, apesar de que suas comparações ficariam melhores com um pouco de mais spoilers, só para podermos ligar melhor as coisas nas outras.

  8. Texto muito interessante, tem muitas obras que da pra fazer analises desse tipo, seria muito bom vc continuar com isso, semanalmente e mensalmente, depende da dificuldade de se fazer isso, tbm seria legal ir tbm mais na filosofia de uma obra, seria muito legal ver isso tbm!!!

    Recomendo que vc faça uma analise do mundo politico de One Piece, que é muito interessante, e nunca vi uma analise que pegue tudo do mundo politico de One Piece………..

    Seria legal tbm falar nas consequências e as vantagens da visão politica que os protagonistas de Sanctuary tem, seria algo realmente bom!!!!!

    Continue com esses ótimos posts!

    • Já pensei em algo sobre One Piece, mas não seria sobre o sistema político em si. Não lembro agora de uma teoria que possa compreender a dinãmica apresentada na obra. Agora Sanctuary é bem provavel que apareça…só não sei quando.

  9. Gostei da sua análise, pra mim a divisão dos povos remete quase que claramente aos 3 poderes citados, e no decorrer do mangá muitas outras críticas sociais serão feitas, tenho certeza… ,e acho que os poucos spoilers não interferem em nada pra quem não leu o mangá.

    • Vlw pelo feedback irmão. Como já comentei, saiu com bem menos spoilers do que eu esperava. E também espero que autor trabalhe mais esses embates sociais na obra.

  10. Cara, muito bom seu texto, nunca pensei nessas relações de SnK, então ele adiciona muito pra quem ta lendo a obra e ta gostando. Assim como o Estupra fez aquele outro post diferente da cerveja, acho que devem continuar os posts diferentes que acrescentam muito pras pessoas que acompanham o EMD.

  11. Carlos muito interessante seu texto, eu faço Relações Internacionais e confesso que tbm pensei em algumas teorias de estado pra SnK, fiquei feliz com o seu texto pois foi uma visão parecida com a minha, em diversas partes da obra, eu pelo menos, via alguma simbologia. Como o fato do Rei sendo a própria ideia de Maquiavel e tbm quando vi esse escudo com duas rosas que vc até posto na imagem, não parava de pensar na Guerra das Duas Rosas que ocorreu na Inglaterra, enfim muito boa essa visão de teorias em mangás, se tiver um bom feedback gostaria de mais alguns post assim.

    • É bom vê um acadêmico de uma área co-irmã. Agora falando sério, nem tinha me ligado na parada da Guerra das Duas Rosas, ótima sacada a sua. SnK é uma obra que já tive várias percepções de temas mais academicos, além das teorias de Estado. Desde os pensamentos de Platão e Aristoteles até guerras irregulares, é uma obra que me faz pensar bastante. Também faz com que vc estude com mias vontade essas matérias kkkkkkkkkkk

  12. Não tem nada a ver com manga e quadrinhos mas,
    Carlos se vc gosta de obras que apresentem temas de diferentes cunho filosófico e analítico,
    recomendo um livro escrito em 1959 por Robert A. Heinlein TROPAS ESTELARES (Starship Troopers no original), a sim a adaptação pro cinema é mais uma sátira do livro, pois o livro foca em explicar a sociedade e a formação dos soldados, do que a guerra contra os insetos alienígenas.

    • Já ouvi falar, mas nunca me interessei, até por causa de falarem muito mal do livro. Pelo que vc está me dizendo fizeram algo parecido com o que aconteceu com Eu robo, ao modificarem bastante a história do livro para adptarem ele pro cinema.

  13. Galera eu analisei um fatos do manga e juntei parte do quebra cabeça,assim chegando nessa teoria.

    Primeiro:

    Eu percebi algo muito importante,o ponto fraco dos titãs é justamente a parte que o Ehren fica,esse detalhe é muito importante,como sabendo o corpos dos titãs e feito de uma substancia desconhecida que pode se regenerar,tornando eles quase imortais,o único jeito conhecido de matar eles é acertando atrás do pescoço,sendo essa a parte que ficam as pessoas que podem se transformar.

    Segundo:

    Outro fato soma a minha suspeitas e referente ao capitulo passada onde a menina se lembra que já foi um titã e recobrou os sentidos depois de 60 anos,para min essa foi a informação que ligou todos os fatos do manga.
    Minha conclusão:

    Juntando todas essas pontas cheguei a seguinte conclusão,que originalmente todos os titãs eram humanos que possuíam essa habilidade,mais com passar do tempo foram perdendo o controle e se tornaram animais,o outro grupo que tinha controle resolveu construir as muralhas e acabaram usando seus corpos como base para elas,mais ainda tinha o problema de alguém perde o controle dentro delas,ai acabou se proibindo as transformações,mais isso não resolveria a situação,então resolveram criar toda uma mitologia ,para que as gerações futuras não descobrirem a origem das muralhas e sobre as habilidades,eu acredito que faz pelo menos 3 séculos que isso vem ocorrendo,assim fazendo a humanidade esquecer de seus verdadeiro passado.

    Acho que tem muito mais coisas por aparecer,possivelmente deve ter um grupo que resolveu não aderir ao plano e foi viver em outro lugar,assim tendo um conhecimento maior,acho que eles estão atacando por esse motivo,eles devem considerar as pessoas sem habilidades inferiores,e resolveram matar todas elas,explicando o primeiro ataque no inicio do manga.

  14. Não é uma review. Até mesmo eu, que não ligo nem um pouco para o que o autor quer passar, acho a ideia interessante. Você simplesmente não entendeu o assunto.

    • Eu entendi que o Carlos,quiz passar com sua analise ,meu texto tem nada a ver com o dele,eu abordei outro assunto referente a Shingeki no Kyojino, tanto que eu falei que era meu entendimento em relações do fatos que apareceram no manga e a conclusão que eu cheguei.
      Gostei muito da visão política que o Carlos deu para obra,foi muito bem feita e explicada

  15. Eu aprovo, acabei usurpando um pouco da sua publicação, pra aplicar em uma tese de sociologia a qual pretendo apresentar, agradeço sua iniciativa, precisava de alguma idéia para iniciar debates sobre futuras “manifestações populares” nesse ano “2014”, mas por ser um pouco ‘otaku’, acabei navegando nessa publicação, ‘viajada’ pode-se classificar assim, mas muito bem integrada.
    OBS: Divulgarei a fonte da edição

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