Melhores Páginas do Mês #10

Depois de muito tempo o Melhores Páginas do Mês está de volta.

E dessa vez resolvi mudar e trazer um conteúdo diferenciado, assim como eu havia feito nos últimos posts, mas agora as mudanças não estão somente no que eu analiso, como também na forma que eu analiso.

E já que demorou tanto eu trouxe vários desenhos, tudo bem que não são desenhos finalizados ou muito complicados, mas são mais do que o normal. Isso porque eu resolvi usa-los para explicar mais sobre arte, assim como fiz com o desenho do Batman.

Então, sem mais delongas, fiquem com o Melhores Páginas do Mês de Setembro.

Clockwork - Character design 005

Sobre meu desenho – Explicaçõs sobre Character Design

A maioria não leva em consideração o character design, mas ele tem muita importância para uma obra e para o desenhista.

Nos meus desenhos vocês verão algumas setas, alguns números e um monte de linhas guias, para o desenhista, isto são as referências. Antes de começar a desenhar o personagem, é necessário saber sua base para que você desenhe ele sempre igual.

Mas essas bases não podem ser aleatórias, é necessário pensar em toda a base da obra para que ele combine com seus padrões, e o mais importante, ele deve ser fácil para o artista, já que ele vai desenha-lo várias vezes. Então, quando você ler um quadrinho e ver o personagem mudar muito durante a obra, sem motivo, você saberá que isso é um problema que surgiu no character design, as vezes não sendo incapacidade , mas sim falta de experiência do artista.

Outro ponto importante, é a questão do detalhismo sem necessidade que eu citei nos últimos Páginas do Mês. No character design não é necessário muito cuidado, afinal, você não lançará os esboços e sim o trabalho final, além de que muita coisa pode mudar no processo de criação, como vocês podem ver pelos desenhos que eu fiz, já que o resultado final teve diversas alterações.

 Clockwork - Character design 004      Clockwork - Character design 002

Mas parando de falar de desenho, vamos falar do design em si.

É muito importante saber que todo o contexto do personagem deve ser expresso por sua aparência, mesmo que para isso seja necessário torna-lo inexpressivo. O design de um personagem mostra sua habilidade, se estivermos falando de um lutador habilidoso, se ele for muito magro, isso descaracterizara sua força. É por isso que super-heróis são sempre musculosos, mesmo que não sejam justificados os músculos, afinal se um personagem é poderoso você logo entende isso por seus músculos.

E esses detalhes estão presentes em meus desenhos, este personagem é um super-herói arrogante, mas ainda próximo ao humano, tendo sérios problemas com seus poderes, por isso o sorriso de canto de boca, o cabelo penteado e os músculos. Apesar de ser bem forte ele ainda é bem menor que o Batman, além disso, ainda tem o toque especial de pernas mais finas para aproximá-lo da maioria dos playboys de academia.

Clockwork - Character design 001     Clockwork - Character design 003

Por essas e outras que o character design é tão importante, já que ele pode fazer o leitor acreditar no personagem só por seu visual. Espero que os desenhos tenham ajudado, e vamos as melhores páginas do mês.

Shin Angyo Onshi Vol 8 pag 35 a 37

Com o tempo, o post de Melhores Páginas, que no começo era somente uma apresentação de técnica, passou a ter o objetivo de adicionar mais informação, e não somente mostrar páginas “bonitas”.

E é por isso que eu trago essa sequência de Shin Angyo Onshi, uma obra que tem uma arte fenomenal, e que já trouxe para o post páginas excepcionais, melhores em termos de finalização que as páginas deste post, mas em termos de montagem elas vão além, apresentando algo que os autores de manga deveriam aprender.

Essa sequência apresenta um flashback, e ao contrário do que acontece na maioria dos mangas, não temos páginas negras que praticamente falam para o leitor que ele é muito estúpido pra saber que um flashback está acontecendo. Aqui temos somente uma indicação. Na primeira linha de quadros temos os olhos da personagem sendo focados até o momento da transição para o flashback, então temos somente uma faixa negra, que é o que indica o flashback de forma clara, mas a faixa não se estende até o final do flashback, afinal ele já foi apresentado e já está acontecendo, não há porque manter o fundo preto sem objetivo. E isso foi feito de forma tão proposital que o quadro de transição teve sua tonalidade invertida, ficando somente branco e cinza, enfatizando a faixa negra ao fundo.

Mas é claro que não para por ai, a personagem que está lembrando do passado está ausente da cena, afinal é a própria Sando que está pensando, a cena do passado só serve para ela, não há porque introduzi-la na cena. E é por isso que o artista transpôs a personagem, fazendo com que ela ultrapassa se os limites dos quadros na ultima linha, mostrando que ela se desliga daquilo, sendo somente uma espectadora.

SAO - v08c14 p037

Então temos a sequencia obvia, onde é apresentado o que é necessário se ver do passado, sem páginas pretas inúteis.

SAO - v08c14 p038

E a sequência  termina, com um seguimento direto, não somente da cena anterior ao flashback, como do que foi dito no mesmo. A personagem faz exatamente o que foi dito no flashback, sem firulas, mostrando o que é necessário, sem indicações que jogam na cara que o artista pensa que o leitor é muito burro para entender um flashback.

SAO - v08c14 p039

E é por uma montagem excelente, e por respeito ao leitor, que essas páginas de Shin Angyo Onshi entram para as Melhores páginas deste mês.

Vagabond Cap 317 pag 24 a 28

Muitas vezes aqui no Ecchi Must Die comentamos que um desenho deve se manter independente do enredo, afinal ele faz parte do enredo e funciona como o mesmo.

E é por isso que essas páginas de Vagabond estão aqui. Eu já falei e elogiei muito a arte deste manga e acho desnecessário repetir esses argumentos. Aqui temos todas as qualidades que eu já citei na arte deste manga, mas em principal a utilização de quadros sobrepostos a um plano de fundo, sendo toda a pagina uma imagem e os quadros então se sobrepõe sobre ela.

Vagabond_ch317_024 copy

Mas o que realmente importa aqui e o sentido desta sequência. Inoue vem evoluindo cada vez mais a arte de Vagabond, seu cenário, enquadramento, forma e diversos outros aspectos, mas seus personagens possuem cada vez menos traços e estão cada vez mais simples, mas mesmo assim mais expressivos.

Vagabond_ch317_025 copy

Usando uma das técnicas de arte-finalização mais difíceis, onde ele só tem uma chance de finalizar seu desenho, e a cada traço tudo pode ir por água a baixo.

E é por isso que essas páginas se tornam tão naturais e tão fantásticas.

Vagabond_ch317_026-027 copy

Juro que quando passei por estas páginas eu não li os balões, a arte foi o bastante para me dizer o que Inoue queria passar, e quando resolvi ler o conteúdo dos balões que me veio a felicidade de ver que eu estava certo.

Por isso proponho que tentem passar por estas páginas sem ler os balões, e vejam se assim como eu conseguiram entender a mensagem sem a necessidade de falas.

Vagabond_ch317_028 copy

Posso ter superestimado a arte de Inoue, ou posso estar certo quanto a sua arte, mas se ela conseguiu passar isto pelo menos para mim. Já e motivo o bastante para colocar essas páginas aqui no post.

Cesare  Vol 1 pag 138-139 e 144

Esse é um manga surpreendente, um seinen histórico desenhado por uma artista de obras shoujo, e muito bem desenhado por um acaso. Apesar de manter o estilo que a autora costuma utilizar em seus mangas shoujos, quando se trata do desenho dos personagens e da montagem de quadros, mostrando que não existe um estilo especifico para cada gênero.

Por isso eu trouxe algumas das páginas que melhor representam as qualidades de Fuyumi Souryo

A primeira pagina mostra a grande surpresa quando falamos de uma autora de shoujos, a apresentação de um cenário muito bem detalhado e completamente funcional.

Por mais difícil que seja acreditar essa pagina dupla foi quase que completamente feita a mão, apesar de usar de foto referencia (utilização de foto como base) a montagem da cena e bem complicada se pensarmos na proporção da estrutura, que e muito maior que as casas de hoje em dia. Muito complicada também e a interação dos personagens com um cenário tão complexo, mas a simplicidade no traço da autora resolveu esse problema.

Na pagina ela não se preocupa com o detalhismo na forma dos personagens, ou em sua aparência como na maioria dos mangas, mas sim com sua caracterização com suas roupas bem representadas, assim como os efeitos bem dispersos pelos trajes que eles usam. Isso tudo faz com que eles entrem no cenário sem extravagância, fazendo com que o destaque fique no cenário, que e feito com muito cuidado, a dispersão das sombras, as hachuras bem colocadas e a gama de tons muito bem escolhidos, que só engrandecem o cenário.

Cesare - v01c03 p138-139

E tudo o que eu disse e confirmado algumas paginas depois, onde a autora apresenta a foto que foi usada de referencia, que poderia ser só um extra, mas que tem sentido na trama desenvolvida no manga.

Aqueles que leram o manga entenderão o momento, mas eu explicarei a fator artístico desta cena. O cenário que antes desenhado se envolvia com os personagens, agora se revela adverso a eles, a foto se difere do desenho e o cenário agora se mostra diferente aos personagens, assim como uma foto se difere de um desenho.

Cesare - v01c04 p144

E essas páginas só reforçam o que eu já disse algumas vezes por aqui. Não existe arte shounen, shoujo ou seinen, tudo é desenho basta saber fazer.

Os Liviros da Magia Vol 1 pag 23 a 27

E pela primeira vez no Melhores Páginas do Mês uma página de um comic.

Eu não pretendia colocar páginas de comics aqui no post, pela diferença gritante na qualidade dos comics para com os mangas. Mas essa semana eu comprei a edição de luxo desse quadrinho, e a minha felicidade com a arte dele foi tanta que eu tirei dois mangas do post para falar dele.

E eu resolvi parar de frescura, eu já falei de vídeo, de arte finalização, e hoje de character design, então vou começar a falar de comics sempre que der na telha, mas obvio mantendo o nível entre as páginas.

Vamos então para as páginas de Livros da Magia de Neil Gaiman e John Bolton, que foram os responsáveis pelo primeiro volume.

Existem diversas páginas fantásticas neste quadrinho, de quatro artistas diferentes, então eu escolhi uma sequência do inicio para evitar spoilers, que representasse bem o que é a arte deste excelente quadrinho.

Nesta sequência temos a passagem, a transição e a viagem. Esses três momentos são muito bem definidos e estruturam de forma quase perfeita, o real e o irreal. E isso pode ser percebido se seguirem o exemplo que eu já citei, de olhar a arte sem ler os balões, assim vocês perceberão que se pode entender perfeitamente o contexto sem a necessidade do texto.

Na primeira página temos a passagem, com um ângulo muito propicio que demonstra o quão pequeno o personagem é comparado com o que virá a seguir. Também nesta página temos o detalhe do cenário e dos traços, que apesar de bem feitos são simples e irregulares, já mostrando que o que virá a seguir é uma viagem para o irreal. Então na sequência de quadros temos a coruja deixando o garoto, já representando o vazio e sozinho do próximo plano.

BoM1-16 The Invisible Labyrinth

Agora temos a transição, que é marcada pela permanência da luz azul, que mostra que eles ainda não terminarão a passagem, assim como o quadro com o garoto sobreposto  ao contorno de seu guia (entenderão a referência se lerem a obra), então a transição acontece com a distorção do garoto.

BoM1-17-18 The Invisible Labyrinth

E as ultimas páginas da sequência, onde a luz azul some mostrando o fim da passagem. Então temos os personagens já dentro do irreal, envoltos na escuridão, visualizando o evento que será o inicio da jornada. E eu poderia parar por aqui, mas a algo que ainda precisa ser dito.

BoM1-19 The Invisible Labyrinth

Nestas duas páginas temos os personagens dentro da cena que o guia nos apresenta, mas no momento em que as explicações são dadas, eles já não fazem mais parte da cena, então eles são enquadrados, se tornando apenas observadores. E é nisso que o quadrinho se manterá para definir os momentos entre o que é palpável e o que não é.

Isso mostra o quanto uma arte pode ser importante para o quadrinho, aqui não temos só uma montagem excelente, como um desenho maravilhoso que deixa o colorista livre, livre para engrandecer ainda mais os traços de John Bolton. Nada que já não fosse esperado de uma obra de Neil Gaiman.

BoM1-20 The Invisible Labyrinth

É isso ae galera! Esse foi o Melhores Páginas do Mês de Setembro. Demorou, mas chegou, desculpem o atraso e até a próxima.

18 pensamentos sobre “Melhores Páginas do Mês #10

  1. Ae Lucas, muito bom o post, mas os erros de ortografia estão muito gritantes, dá uma revisada melhor da proxima vez, isso quebra com a leitura e faz com que a qualidade do texto caia muito.

    • Foi a falta de tempo mesmo, eu cheguei em casa as 21, e fui direto postar que já tava tarde. Mas pode deixar que eu mesmo depois de postar dou uma revisada.

  2. Fantástico, adorei a explicação sobre o Character Design, aliás, algum simbolismo por trás daquele relógio?
    Que bom que você falou do fundo preto em flashbacks, sempre achei que um desbotamento ou algo do tipo mais adequado, esse close conseguiu ir além do que eu pensava mas estava por aí mesmo. Seria melhor se essa “mania do fundo preto” fosse para representar sempre algo mais chocante ou escuro, com o Hideout, por exemplo.
    Também fiquei mais curiosos quanto a uma coisa, se um desenhista alterar levemente sua utilização das linhas guias, isso pode afetar as características únicas do traço? Assumindo que seja um traço realmente único.
    Ótimo post, Vlw & Flw!

    • As linhas guias estão presentes no esboço, se um artista não usar as linhas guias ou mudar o padrão, isso pode atrapalhar o artista e criar erros de simetria e inconstância. Ao mesmo tempo que um artista pode não usar nenhuma técnica padrão e criar algo fantástico.
      Ou seja mudar os guias de um desenho não vão altera-lo, só mudando a forma que o desenhista chaga no resultado final.

  3. opa! adorei esse post de melhores paginas do mês, sou novo aqui no site comecei a acompanhar a un 2 dias, mas só agora que me veio essa vontade de comentar, provavelmente porque é algo relacionado a arte de mangás que é algo que nenhum amigo meu presta atenção e sempre fico com vontade de comentar com alguem.
    Lucas foda teus desenhos véi.
    O site é muito foda, flws
    (ps: ignorem meu nick, ou não, tanto faz xD)

    • Muito obrigado cara, sempre ficamos felizes em saber a opinião de novos leitores.
      E só uma coisa, esse teu nick me fez pensar que já era mais um hater entrando no site. Por sorte não foi isso.

  4. muito bom como sempre aprendo algo novo com a análise das páginas. eu ia dizer que aprendi bastante também com a análise do character design, sua base, contexto e efeito visual pra expressar algo da obra, mas acho que na verdade já sabia sobre isso, acredito que isso é mais algo inerente q todo mundo já tem um certo conhecimento, afinal no momento q vc está prestando atenção em uma obra, você já está fazendo associações do visual e com o que é expressado nela.

    • Muito bem apontado o conceito do design do personagem sempre é percebido pelas pessoas. A questão é que muitas vezes eles não sabem como aquilo influencia efetivamente na história, ou pior desconsideram esse fator na hora de analisar, por isso que eu cito no texto que a maioria desconsidera o character design. O que infelizmente é o que acontece com a maioria dos blogs de anime e manga aqui no Brasil.
      Mas muito bem observado, as pessoas geralmente sabem da influência do character design, mas parecem esquecer disso.

  5. Gostei da forma como você analisou as páginas. Você não só apresentou os termos técnicos como levou em consideração a interpretação dos quadros. Isso é legal por que você consgue apresentar outras formas de interpretar aquele mesmo quadro. Só mas não entendi porque você falou que o shin angyo não possuia uma boa finalização (eu achei a finalização boa).
    Há duas coisas que não gostei no review:
    Primeiro ponto: é o uso dos flashbacks. Não acho que as páginas pretas sejam para chamar o leitor de idiota, ou subestimar a inteligencia de alguém. É apenas um indicador (assim como os quadros de dialogos) para o cara não se perder durante a leitura. No caso da página que você postou foi uma solução interessante que poderia ser adotado por outros artistas. Você já tentou apagar as bordas pretas de um flash back para ler? Dependendo da história você se perde completamente. Se não me engano um flashback bem montado era os do Sanctuary, que não possuiam indicadores, mas você sabia que era um.
    Segundo ponto: Dizer que um “comic” tem qualidade inferior em relação ao mangá. Disso eu discordo e muito. Falo isso pq li por muitos anos os mangás, não gostava dos quadrinhos americanos porque achava que o traço era uma porcaria… até descobrir as histórias que não eram de super herói. Existem muitos quadrinhos e sejam eles japoneses ou americanos (ou coreanos, chineses, francês ou de qualquer país) existem os bons e os ruins. Steve dillon (Preacher), Jack Kirby (X-men e outros), Ian Medina (Justiceiro e outros), ed benes (br esse), leandro monteiro (brasileiro mas não tenho certeza do nome), Gary Frank (Midnight Nation), Goran Parlov (Estilizado, mas muito bem desenhado), Tim Bradstreet (não faz mais hqs apenas capas foto-realistas), Patrick Zircher (Terror inc.), Carlos D’anda (Batman série Arkham), Lawrence Campbell (Diversos Hqs, faz ótimo trabalho com luz e sombra, deixando os hqs com tom Noir), Paul Azaceta (Follkiller, desenhos bem naturais, apesar de não ser caprichados), Greg Cappullo (Spawn), Darick Robertson (Justiceiro, The Boys entre outras), Steven mcnivens (Nemesis, O vellho logan), Tony moore (The walkig dead) Pia Guerra (Y the las man). Poderia citar uma porrada de artistas, mas não lembro de todos. Acho que vale citar alguns europeus: Juanjo Guarnido (Blacksad), Enrico Marini (As aguias de roma), Milo Manara (Borgias, Gullivera, entre outros), Mouebius (Druuna, Moebius e outras). Estou descobrindo os europeus agora, mas esses são bem legais. Quase esqueci de citar Will Eisner, Frank Frazetta e Marc Silvestri (que são importantes nomes das hqs). Tem os coreanos também mas não lembro o nome e estou com preguiça de desentarrar os manhwas que tenho aqui. Da uma olhada nos desenhos desses caras e me diz o que achou. Será que vamos começar uma nova discussão? hehehe
    Obs: Fuja de Rob Liefield (exemplo de cosa ruim).

    • Ele quis dizer que os comics são, em arte, extremamente melhores, por isso não pretendia colocá-los no post dele. Pois a diferença seria gritante.

      Só comentei por aqui para agradecer ao seu comentário. É raro ver pessoas que queiram discutir sobre um assunto é que mostrem um mínimo de conhecimento nele, principalmente quando o assunto é arte. Coisa rara de se ver.
      Enfim, dê uma olhada geral no site. Gostará do conteúdo que trazemos constantemente, espero.

    • O único problema cara é que você interpretou algumas coisas erradas.
      Primeiro eu acho a finalização de Shun Angyo Onshi muito boa sim, inclusive comento dela nos postas anteriores.
      Segundo que eu considero a arte de comics muito superior a dos mangas, conheço todos os artistas que você citou. Alias sou o membro do grupo que mais leu comics, tendo inclusive lido muito mais comics do que mangas em minha vida, sendo minha especialidade como desenhista o desenho de comics de super-heróis.
      Não comentava de comics, pois as páginas de comics iriam fazer com que as páginas de mangas parecessem fracas, se você as comparasse.
      Agora sobre o flashback e o fundo preto, meu comentário se baseia no fato de usar o fundo de forma desnecessária, como a sua citação de Sanctuary que prova que é possível mostrar o flashback sem a utilização de um recurso que muitas vezes atrapalha o conteúdo dos quadros devido ao preenchimento das bordas. Se o autor vai preencher tudo de preto para indicar o flashback, que ele então utilize aquele preto de forma útil, e não somente como uma placa de aviso, que é o que acontece na maioria dos mangas.
      Bom saber que tem gente interessada em discutir o conteúdo do post dessa forma, mas só queria pedir que prestasse um pouco mais de atenção ao ler os textos, para que não rolem essas confusões, sem querer ser grosso. Meu português não é dos melhores e isso pode ter atrapalhado, mas ainda assim da para pegar.
      Muito obrigado pelo comentário.

      • Erro foi meu cara. Eu leio as coisas rápidas de mais o que atrapalha na interpretação de algumas frases (sindrome de vestibular cara, ler rápido…. eu deveria parar com essas coisas). De qualquer forma peço desculpas pelo mal entendido. Esse lance de flashback eu entendi. Existem esses recursos, mas as vezes o cara faz o flashback de pagina inteira, aí pintam a borda com preto chapado e realmente fica estranho, mas existem saídas melhores que o preto chapado (como no manga que você citou). Li um manga um dia desses que o capítulo foi todo um flashback aí o camarada pintou todas as páginas de preto. E tem aquelas placas (cujo o nome não me recordo) dizendo a data (como em 20th century boys), que funciona bem. Mas me pondo no lugar dos desenhistas eu não consigo imaginar outras soluções para um flashback longo. Mas para não ignorar o fundo preto de vez, li um mangá (não lembro o nome, mas era algum desenho meio shoujo, antigo) que não tinha esses recursos para indicar o flashback. Aí você lia o treco e de repente estava perdido, precisando voltar algumas páginas para poder sacar que era um flashback. Acho que Will Eisner fazia os flashbacks dentro dos balões de pensamentos. Enfim no Hq Europeu Blacksad, um flashback tem um tom de sépia ou mais claros que o normal, mas essa transação é bem natural.

        • Excelente citação aos shoujos. Uma das soluções seriam os fundos dos shoujos que ao mesmo tempo representam o flashback e contextualizam o momento, mas claro deve-se criar exclusividade para o flashback, e isso pode atrapalhar alguns artistas. Agora quando falamos de comics entramos em um ambiente muito mais aberto, já que existem varias soluções com a colorização, como o seu exemplo da sépia, assim como tem o recurso básico dos comics que são os quadros que indicam o local e a data, que resolvem o problema de maneira simples.
          Ainda assim o preto pode ser usado, contanto que o artista pense no restante dos quadros, ao em vez de desenhar normalmente e depois preencher tudo com preto e achar que não vai mudar em nada os desenhos dentro dos quadros.
          O recurso não está errado, ele só está sendo usado de maneira errada ou simplória.
          Essa discussão me fez pensar, e talvez eu traga a questão do flashback de maneira mais aprofundada em um post futuro.

  6. Gostei muito de todas as obras de Neil Gaiman que li ;mas me decepcionei pra caramba com o filme Stardust ,baseado em um livro escrito pelo autor;não sei se o original é melhor,mas o filme foi horrível ;nunca vi personagens tão ruins e um roteiro mais previsível;nem acredito que perdi mais de duas horas vendo aquela m*****.

    • Primeiro não acho o filme uma merda, só é ok. Mas garanto que existe uma diferença e até que grande na obra original para com sua adaptação para o cinema, sendo que o filme virou algo “pra galera”, enquanto o original tem um objetivo diferente, contendo um teor mais sério, apresentando violência e talz. Poderia até dizer que o filme não é uma adaptação em si, mas somente faz uso da obra de Neil Gaiman.

  7. Pode ser ;eu realmente detestei o filme ,esperava mais de algo baseado em uma obra de Neil Gaiman ;Stardust(filme) não trouxe nada de especial ,foi muito simplório ,se pareceu mais com um conto infantil;tudo foi muito previsível.

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