EMD Cast #111: Melhores e Piores – O Retorno

Voltamos.

A partir de hoje, lançaremos os Melhores e Piores nas terças-feiras. Entendemos que este ficou grande, mas foi por causa do enorme hiato que tivemos, influência de Hunter x Hunter.
Sempre postaremos o Melhores e Piores indicando a semana anterior ao post. Ex: no Melhores e Piores da semana que vem colocaremos “Melhores e Piores – Semana 22-28/09” e por aí vai.

Não colocarei o tempo em que falamos de cada obra hoje, pois como falei, o podcast ficou muito grande e acrescentamos MUITA coisa nova nele, como vinhetas e afins. Terão que ouvir para saber das novidades da edição do Lucas. E quem colocaria o tempo das obras, Thomás, está em semana de provas, assim como o Estupra, então não tivemos personal o suficiente para o trabalho. De qualquer jeito, deixo a lista de obras que comentamos abaixo. Espero que curtem.

 -> PODCAST <-

Lembrando que recomendamos que baixem nossos podcasts.

Para fazer o DOWNLOAD e/ou ESCUTAR ONLINEBox.     [COM SPOILERS]

*As informações desse podcast podem ser encontradas no final deste post.

-> LISTA <-

Piores da Semana:

Obras inéditas no MeP:

Bra Girl – 1º capítulo – PIORES AO INFINITO
Flame of Recca – ? – piores
Helter Skeltermanga completo (1 volume gigante) – piores
Loop – one-shot – piores
Zennou no Noamanga completo (3 volumes) – fraco

Obras já constantes no MeP:

Billy Bat – 3º volume – decepcionante
Deadman Wonderland – final do mangapiores
Sun-Ken Rock – final do último arco – PIORES AO INFINITO
The Breaker: New Waves – últimos capítulos lançados – piores
Yuureitou – últimos capítulos lançados – decepcionante

Melhores da Semana:

Obras inéditas no MeP:

Born Cartola – 1º capítulo – melhor
Cross Game (anime) – primeiros 8 episódios – bom e impressionante em partes
Crows – ? – melhores
Gamaram – até o volume 22, capítulo 188 – muito bom
Gin no Saji (anime) – primeira temporada (11 episódios) – melhores
Priest – 1º volume – melhores
Sakigake Cromatier High School –  – melhores/engraçado

Obras já constantes no MeP:

City of Darkness – últimos capítulos que lançamos – melhores
Magi – últimos capítulos lançados – satisfatório
Magician – últimos capítulos lançados – melhores
Nana Maru San Batsu – 4º volume – melhores
Nozoki Ana – últimos capítulos lançados – melhores
One Piece – últimos capítulos lançados – muito bom
Rookies – 14º volume – melhores
Sanctuary – últimos capítulos que lançamos – melhores
Shamo – 29º volume – melhores
Vinland Saga – últimos capítulos lançados – melhores
Vagabond – capítulos 317-318 – melhores

O Estupratom fez o favor de pular Sanctuary e Shamo no podcast (-_-), portanto, escreverei aqui nossas opiniões, sem spoilers:

Sanctuary:

Estamos traduzindo por um motivo simples: gostamos. Adoramos. O manga vem se desenvolvendo muito bem e parece que tudo está entrando no arco final. Todos os personagens vêm apresentando personalidades críveis, plausíveis e acrescentam à obra, criando relacionamentos entre si que só vêm melhorando. O manga apresentou falhas até agora, mas poucas se as compararmos aos seus pontos fortes. No entanto, elas também devem ser apontadas, por isso, faremos um podcast (obviamente) da obra assim que encerrarmos sua tradução e edição.

Shamo: [SPOILERS]

Na verdade, tínhamos muito o que falar sobre esse volume, mas como já se passou muito tempo, resumirei. Gostamos muito da não-brusca mudança de foco que os autores de Shamo deram ao manga. Antes ele era sobre um jovem que estava a procura de algo, ainda atordoado, perturbado de vários modos, mas por causa de todos os acontecimentos que o rodearam até então, Ryo parece ter cansado dessa vida. Os autores parecem estar adentrando no tema “vida pessoal” agora, adicionando ao personagem possíveis amigos e/ou seguidores, pessoas que lhe faram entender a si próprio e afins. É interessante também, pois o artista mostra que não sabe apenas desenhar lutas e afins, pois a arte do manga continua ótima, mesmo nesses momentos de calmaria.
Não sabemos como a obra correrá a partir de então, mas esperamos que ela não acabe logo, pois teria um fim abrupto e sem muitas explicações, e que desenvolva bem Ryo Narushima como um humano, e não apenas como um lutador, pois ele é os dois.

[FIM DOS SPOILERS]

É isso. Muito obrigado a todos e até amanhã, com a nossa review prometida de Love Hina!

34 pensamentos sobre “EMD Cast #111: Melhores e Piores – O Retorno

  1. E a review de Hunter x Hunter e de Shingeki Kyojin( anime e manga)? Agradeço muito ao grupo por ter ampliado minha visão sobre mangas e quadrinhos( Fiquei muito satisfeito depois de ler: Oyasumi Punpun, Pluto , Shingeki Kyojin, Nana e os quadrinhos Before Watchmen e Harbringer. Alguém do grupo já leu Batman, o Cavaleiro das Trevas e viu e leu Afro Samurai( anime e manga)? Se sim , vocês recomendam? Grande abraço.

    • Shingeki já tem review no site, mas é bem antiga e pretendemos refazer, já Hunter x Hunter faremos quando o anime terminar o arco das Formigas Quimera.
      E obre os quadrinhos Batman-O Cavaleiro das Trevas é um dos melhores quadrinhos de super-heróis que existe, já Afro Samurai é bem fraco.

      • Quanto a review eu deveria ter sido mais específico. Eu quis dizer análise dos capítulos e episódios. Mas uma review da série Hunter x Hunter viria bem a calhar! Ps: Entendo que o grupo tenha muito o que fazer/ler e nem sempre é possível comentar certas séries(não estou exigindo nada). Porém , estes dois mangas merecem ter seus capítulos comentados(principalmente Shingeki, já que a cada a capítulo são abordadas muitas informações e situações novas).

        • Fiz várias análises escritas de episódios de Hunter x Hunter no extinto Ranking Semanal EMD. Procure no site pelos Rankings Semanais EMD, pois neles estão todos os comentários que fiz da série. Não vejo necessidade de continuar comentando da série, pois a review está chegando mais perto. O mesmo acontece com Shingeki. Logo refaremos sua review, então vocês terão nossos comentários sobre toda a série até então na área de spoilers.

  2. Ótimo podcast, os Momentos Desabafo e Fala Pra Caralho foram uma ótima sacada para avisar ao ouvinte sobre o rumo da discussão.

    Todos do grupo já leram Over Bleed? Acho que seria bacana falar dele em qualquer formato possível aqui no site.

    Ri pra caramba do Helter “Stelker”, acho que seria hilário em Slowmotion. Também ri muito esperando o Thomás soltar a palavra e ainda acredito que ele vai falar mesmo na marra. Kkkkkkkkkkkkk

  3. Ninguém do grupo assistiu Uchouten Kazoku essa temporada? Putz, é um ótimo anime. Pra mim briga lado a lado com Gin no Saji pra melhor dessa temporada. Os únicos que consegui ir até o fim nessa temporada sem dropar foram:

    Gin no saji – Ótimo
    Uchouten Kazoku – Ótimo
    Watamote – Bom
    Gifuu Doudou – Mediano/Bom
    C³ – Cota moe da temporada

    Procurei Born Cartolla pra ler já que vocês tinham comentado aqui e, bom… A idéia é até interessante, mas a execução é péssima. A arte também não me chamou atenção então acabei por não me interessar em continuar depois do primeiro capítulo.

    De resto, não acompanho mais nada desse Ranking. Se tiverem aceitando sugestões, tanto pro ranking ou pra algum futuro post de primeiras impressões, eu posso sugerir: Innocent, Ketchup Ninja e Otoymegatari. Que eu li recentemente e são bem legais.

    • Já conhecemos as obras que citou.
      Eu vi Gifuu Doudou, mas imaginei que seria de nível mediano, com uma estória bestinha e uma tentativa de comédia interessante. Mas a arte muito caricata, o enredo histórico e até mesmo a comédia não me agradaram tanto. Fora isso, só lixo imo.

  4. Olá! Provavelmente temos uns ouvintes compartilhados, porque quase sempre me notificam quando sou (ou somos) citados aqui. Mas felizmente não foi tão ruim nossa citação quanto imaginava, até que está de boa na verdade (pelo menos pro meu lado).

    Acho bom esclarecer que obviamente não sou o tal do “Criticow”. Primeiro porque seria o pior disfarce do mundo, segundo porque não dou notas para obras publicamente e sou contra esse sistema em qualquer mídia. Tenho notas para controle pessoal na minha lista do MangaUpdates/Filmow, mas só. Em análises, posts ou podcasts eu prefiro que a argumentação diga o que achei de uma obra. Se eu coloco uma nota, as pessoas esquecem o argumento e se focam na nota. Temos um Mangá² sobre isso, inclusive. Logo, não ligo pra que nota qualquer pessoa dá ou deixa de dar, então pra mim tanto faz essa discussão. E também não acho que mangá se divide nos “pilares” citados, e tampouco que cada um vale 2 pontos, isso não faz o menor sentido, mas enfim.

    Já que estava por aqui, aproveitei e ouvi alguns trechos do podcast que poderiam me interessar, então vou falar um pouco de Helter Skelter.
    Eu concordo quanto ao final “jogado” (e é de fato, a autora precisou encerrar o mangá às pressas, pois teve um acidente que a impediu de trabalhar no fim do mangá. Se não me engano explicam isso no final do volume) e também concordo que a arte é ruim.
    Já vi uma argumentação de que a autora teria feito assim para “ressaltar a feiura do mundo” ou algo do tipo. Analisando criticamente, esse argumento é válido e se sustenta com o enredo, mas particularmente acho que é só incompetência da autora mesmo. E olha que meu problema com a arte nem é a estilização dos traços dela (e nem teria como ser, pois sou grande fã do Taiyou Matsumoto, que tem uma estilização que algumas pessoas, incluindo vocês, consideram “feio”) e sim o fato de ser estilizado mas não ser agradável aos olhos ou de fácil leitura. Acho que com um pouco vontade e mais competência, dava pra exaltar a “feiura do mundo” na arte de forma menos pedestre como ela fez.

    Dito isso, discordo de todo o resto, lol. Sei que isso é apelo a autoridade e que não é argumento, mas acho que serve como um ponto de partida pro minha fala, e por isso acho válido iniciar dizendo que não é só o odiado-por-vocês Judeu Ateu que gostou da obra, e tampouco seria por ela ser “underground”. Em primeiro lugar, o mangá ganhou dois prêmios grandes no Japão (Japan Media Arts Award e Osamu Tezuka Cultural Award. o que por si só já tira o status de “underground” da obra) que, diferente de prêmios mais “comerciais” como os da Shogakukan e da Kodansha (ou como é o Oscar nos filmes), esses dois são julgados imparcialmente, sem favorecimento pra editoras ou autores; é como um Online Film Critics Society Awards, um prêmio sem rabo-preso com ninguém que escolhe por mérito mesmo. Mas mesmo que tais prêmios não sejam atestados de qualidade (nunca é), acho que já é um ponto de partida pra começar a se questionar se os problemas sentidos com a obra são de fato problemas da obra ou problemas pessoais com a absorção do título.
    Em segundo lugar, parece ser amplamente aceito internet afora que a obra é boa, embora todo mundo sempre faça ressalvas à arte e ao final. Mas isso também não é argumento, mas vou chegar aí.

    As principais críticas que percebi no discurso de vocês foi quanto a caracterização/motivação e a alguns acontecimentos do enredo que não fariam sentido. Em vários momentos ouvi um “você não entende as motivações”, “você não entende porque eles fazem isso”, e essas afirmações por si só são bastante subjetivas e pessoais. No entanto acredito que dá pra contra-argumentá-las objetivamente.
    O caso citado pelo Estupratom do fácil convencimento da ajudante pela Liliko (personagem principal) foi utilizado para argumentar a favor da existência dos dois problemas que citei acima, da motivação e do sentido dos acontecimentos. Ele diz que não fazia sentido o que aconteceu, de rolar uma putaria ali e depois os caras saírem fazendo o que a mulher pediu de forma tão fácil e rápido.
    Aí é o ponto. Sinto que houve uma falha na percepção de duas características da Liliko que justificam esse e outros ocorridos e que estavam sendo trabalhadas desde o começo da obra, sendo que nessa cena em específico estavam apenas se manifestando novamente. Essas características são: seu sadismo (afinal ela não fez aquilo com a assistente pra lhe dar prazer, e sim como uma pequena forma de tortura. Aliás, sadismo esse que se manifesta logo em seguida ao pedir para usarem o ácido na adversária) e, principalmente, seu forte poder de manipulação. A obra toda aliás, além de crítica aos padrões de beleza e às plásticas, também é uma crítica sobre o poder das celebridades e a idolatria que as pessoas “normais” tem por essas idols. O fato da assistente e do namorado fazerem o que fizeram é só uma manifestação disso, e nem é a primeira vez que a assistente (ou qualquer outra pessoa) se deixa levar pela Liliko.
    Não dá pra dizer que foi jogado ou aleatório, pois são características que cercam a obra toda, tantos antes dessa cena quanto depois dela. O ponto que estou deixar claro é que existe sim consistência nos atos e nas personalidades.

    Concordo com o Thrilles que parece que o desgosto com quem recomendou parece ter afetado demais o julgamento de vocês. Novamente, concordo com os primeiros pontos citados, mas isso não torna o mangá automaticamente ruim. Arte de forma geral não existe sem contexto. E por isso volto no que comecei falando.
    Uma sugestão que deixo é que, depois que terminar de ler uma obra, busquem ver o que outras pessoas estão falando dela. Digo isso a nível pessoal mesmo, não necessariamente para se fazer reviews depois. Acho que mesmo que discorde de todas opiniões que encontrar, elas servirão para que você ou fortalecer seus argumentos ou os modifique, então sempre é uma experiência engrandecedora.
    Já ocorreu vezes em que há alguns detalhes da obra que deixei passar na minha leitura (por desatenção, por não saber o que esperar exatamente, ou por simplesmente estar com a pré-disposição errada) e que, posteriormente, alguém citou em um comentário e acabou servindo pra eu mudar parcialmente meu entendimento e minha aceitação da obra. Com Helter Skelter não foi muito diferente.
    Aliás, Helter Skelter especificamente tem bastante texto na internet hoje em dia por causa do lançamento recente no mercado americano da Vertical. Sugiro o pequeno texto do Anime News Network (este: http://www.animenewsnetwork.com/right-turn-only/2013-09-10 ), que inclusive tem reclamações similares às citadas ali no começo. Mas também dá pra jogar no Google que vai conseguir encontrar várias outras opiniões também. Todas elas ajudaram de alguma forma a fundamentar melhor minhas opiniões sobre a obra e compreender melhor certos aspectos.
    Novamente, não é porque a maioria gostou que de fato é bom, mas ter mais aceitação do que rejeição, principalmente em pessoas mais esclarecidas (como aí no caso do ANN e da galera que deu os prêmios pro mangá), deve no mínimo significar que existe alguma coisa ali. Pode ser que continue não gostando da obra, mas pelo descobrirá os motivos racionais certos pra desgostar.

    E não quero jogar água na sua cerveja, Estupratom, mas Gamaran vai ter um final ridículo. Se prepare psicologicamente.

    Também falaria um pouco sobre Flame of Recca, mas já me extendi aqui.

    Até mais!

    • Temos ouvintes parecidos sim, mas enfim, peço até desculpas pela citação, tanto que depois no cast citamos que deve ser um dos caras que tentou entrar no grupo, mas foi rejeitado.

      Na verdade, arte anda lado a lado com o contexto, mas por ultimamente estar me importando e apreciando (principalmente) muito artes de qualidade, até porque comecei a ler HQs americanas e europeias recentemente, não me vejo com interesse de ler Helter Skelter.
      Mas gostei do que disse. Como imaginava, para fazer o sucesso que faz, sucesso esse não entre fãs de Naruto, algo de bom deve ter na obra.
      Deixo claro que o “julgamento” foi apenas do Estupratom, mas deixo claro também que existe o sintoma de raiva-pós-leitura. Às vezes quando terminam de ler algo sem gostar e/ou não entender, é normal que algumas pessoas já saiam falando mal dessa coisa sem pensar duas vezes. Isso é algo que venho tentando evitar para tudo que leio/vejo. Primeiro procuro sobre o tema que foi trabalhado, opinião de outras pessoas e afins para montar minha opinião completa. Raramente deixo passar algo, pois sou aquela pessoa que após ler cada volume, para e pensa sobre o que leu, mas em mangas pequenos como esse, o procedimento que citei seria realizado.

      Dito isso, gostaria apenas de convidá-lo a ler o texto que lançarei amanhã, sexta-feira (27/09), ou na quarta-feira que vem (02/10) com minhas primeiras impressões de Innocent. Como analisamos arte mais tecnicamente, será outro ponto de vista para sua opinião, mas acho que o texto ficou bem legal.

      • Só deixando claro, quando eu me refiro a arte ali, digo no sentido amplo da palavra, de produção artística mesmo geral (o quadrinho como um todo nesse caso), não apenas a parte visual, o desenho do mangá. Agora que percebi que pode ter ficado ambíguo.

        E pode deixar que passo depois aqui sim pra ver esse texto de Innocent. Tenho um post também sobre o primeiro volume da obra lá no Mangatologia, gostei bastante do que saiu até aqui.

    • Não vou me prolongar muito no texto porque acredito que as opiniões vão continuar opostas. A autora deixa bem claro que ele pretende trabalhar a devoção que os fãs tem com celebridades, como se fosse uma força superior. No início da obra isso acaba sendo bem trabalhado com os diálogos da assistente com a modelo, com a empresária, seu namorado e devido a cenas como a do sexo oral e a do encontro da modelo com a irmã.

      Mas chega um ponto da obra onde a autora começa a se apreçar para terminar a obra, atropelando a motivação dos personagens. Ela ainda deixa em aberto ocasiões onde um acontecimento imediato tornaria o evento mais impactante, mas mantendo o acontecimento em aberto ela não precisa trabalhar a motivação do personagem. Contando o ocorrido após os desfechos futuros não desenvolve a motivação de forma apropriada.

      As reações da assistente em alguns momentos da obra não batem o o perfil psicológico que a autora tenta criar. Se pensarmos na reação da personagem após seu namorado fazer sexo com a modelo e após a cena do sequestro nem podemos dizer que essa é a mesma personagem. E entre esses ocorridos a personagem recebe um desenvolvimento contrário à modelo, tornando o momento onde ela e o namorado obedecem todas as ordem dela devido a um acontecimento deixado em aberto, que é comentado mais para frente da obra, não foi nenhum pouco plausível para mim.

      E esse nem foi o maior problema da obra, esse foi apenas um exemplo que eu poderia exemplificar mais facilmente. A relação que é formada entre o policial e a modelo foi totalmente jogada e forçada, assim como a conclusão final da personagem. Independente de sua arte a obra estava seguindo um caminho interessante que me prendeu a leitura nas duas vezes que li, mas o final da obra quebrou e acelerou diversas construções da obra, acabando com os pontos que mais me interessaram na mesma. Eu considero o fim de Helter Skelter um dos mais jogados e forçados que eu já vi em uma obra tão curta.

      O que mais me incomodo nos textos que eu vi na internet são os comentários que me lembram muitos os feitos pelos fãs de Naruto e Bleach. Os leitores ficam dando desculpas para as ações dos personagens e para os acontecimentos da obra, como se estivessem desesperadamente tentando defender um personagem que gostam e ignoram as conveniências e erros que a autora acabou colocando na obra. Essa é uma obra difícil de discutir por texto, mas eu estaria muito interessado em ter uma conversa sobre a obra pelo skype.

  5. Momento fala pra caralho: Épico, mas vocês estão exagerando um pouco na satisfação com Magi, deixa o cara falar kk Cuidado pra não encher muito o cast com sonsinhos, mas as vinhetas ficaram muito bem.

    • Sim, o Lucas mesmo falou comigo que exagerou. A brincadeira com Magi já cansou. E não colocaremos muitos sonzinhos. Eles se resumirão a vinhetas e outros poucos/pequenos. Não espere ouvir um estilo de anime dinheiro/pop show por aqui.

  6. Eu não lembro quem comentou sobre o one-shot Koe no Katachi em um dos antigos Rankings Semanais,então gostaria de avisar que este começou a ser serializado mês passado,e por enquanto tem apenas o primeiro capítulo (e 1 capítulo especial) em inglês e português.

    Não sei se vocês já sabiam,mas caso queiram dar uma olhada:
    http://abnormalscanlator.wordpress.com (em português)

    https://www.dropbox.com/sh/vjwerlviukmajjj/axt4hvabSw/Koe%20no%20Katachi_ch001ex.zip
    https://www.dropbox.com/sh/vjwerlviukmajjj/JIPr9BHS-u/Koe%20no%20Katachi_ch001v2.zip (em inglês)

  7. The Breaker está realmente decepcionante cara. Já encheu o saco de ver o cara tomando pau e se superar e perder milhões de litros de sangue e ainda continuar vivo. Foda. Ainda bem que este arco acabou, espero que melhore.

  8. Discordo do que o Trilles falou em relação a filmes. Eu não sou cinéfilo, nem tenho um vasto conhecimento de filmes e classificando o que eu consumo(mangás, animes, livros, séries de TV, filmes), assistir filmes é o que eu menos faço, mesmo assim alguns filmes me marcaram tanto quanto qualquer mangá ou anime. O meu principal ponto de discordância é que vocês focaram no desenvolvimento dos personagens e da estória, e eu acredito que por mais importância que isso tenha é apenas um dos fatores que vai dar qualidade à obra no final.

    Acredito que o cinema NUNCA vai poder desenvolver ambos(personagens e estória) com a mesma qualidade de outras mídias que dispõe de um tempo maior para fazer isso(por exemplo, não consigo imaginar um desenvolvimento como o do protagonista de Vinland Saga no cinema, ou para citar um shounen, da evolução dos protagonistas de Hunter x Hunter que só é factível por que vem sendo trabalhada com treinos, sucessos e fracassos ao longo de mais de 90 episódios), mas é possível trabalhar a estória/roteiro de forma inteligente sem dispor desse tempo. Para citar dois filmes que eu gosto muito, o primeiro “Batman the dark Knight” além de trabalhar um personagem conhecido, este Batman(O Batman de Nolan) já tinha o background do filme anterior, então eu assisti o filme já com um bom conhecimento prévio, o que facilitou o meu envolvimento com a estória, o segundo filme “Clube da Luta” que é uma referência pra mim, além de ter uma mensagem muito foda, trabalha a estória de forma inteligente, de um modo mesmo não sendo um filme muito longo (umas 2h e 19 min de filme) o tempo do filme foi mais do que suficiente para me fazer ter uma grande imersão na estória.

    Saindo desse foco de desenvolvimento de personagens e estória, o cinema em questão de ambientação e imersão é incomparável a qualquer outra mídia. A parte visual do cinema, na minha opinião, também é superior, principalmente com o 3D, IMAX e a utilização dos 48 quadros por segundo. Além de vários outros aspectos da linguagem cinematográfica, utilização de cores, etc, que influenciam na sensação do espectador, mas que por ser leigo no assunto eu prefiro não me aprofundar.

    Enfim, depois de escrever pra caralho o que quero dizer é que todas as mídias tem seus pontos mais fortes ou fracos e eu prefiro não estabelecer nenhuma acima de outra, na minha o opinião, o que muda é o receptor, a sua afinidade com determinado veículo de mídia, o conhecimento e o quanto você consegue absorver é o diferencial, por isso um cinéfilo que consegue captar os mínimos detalhes de um filme vai dar um peso muito maior aquilo, o mesmo acontece com um leitor de mangá que tenha um grande conhecimento dos elementos que compõe uma grande obra(arte, narrativa, personagens,etc), e o mesmo para livros, animes e séries de TV também.

    Mudando de assunto, gostei mais desse formato como menos animes/mangás, muito melhor fazer uma seleção maior e falar mais detalhadamente de poucas obras do que superficialmente de muitas.
    Falando de duas obras citadas no podcast:

    Gin no Saji: Foi uma grata surpresa. Eu não gosto de Slice of Life de um modo geral, mas ver Gin no Saji me fez rever conceitos. Posso dizer que assistir esse anime foi realmente prazeroso e até relaxante, méritos para a construção do ambiente da obra e dos personagens, é raríssimo eu gostar de todos os personagens de uma obra como aconteceu em Gin no Saji. A comédia funcionou comigo muito também por causa disso, é muito mais fácil rir se você se sente à vontade com o ambiente e os personagens envolvidos na situação, eu não acharia graça das cenas da pizza ou dos “aliens” na plantação se não gostasse ou fosse indiferente aos personagens. Sem falar nos questionamentos pessoais do Hachiken, por exemplo, gostei muito do diálogo do ultimo episódio onde ele faz uma analogia a cavalos e empregos , algo do tipo:“ É fácil cavalgar em um cavalo que combina com você, mas também é divertido ajustar-se ao cavalo”, e outros diálogos/situações que são simples e fáceis de se identificar com o personagem envolvido.

    Vinland Saga: Vou evitar soltar Spolier para quem não lê o mangá ainda, mas esse momento da estória está sendo extremamente foda. Uma coisa é defender seus ideais para um amigo ou 2/ 3 caras idiotas como o Thorfinn já fez, outra bem diferente fazer isso em um momento de guerra e pro Rei e os guardas reais, espero que o autor consiga manter o nível e saiba trabalhar bem a estória daqui para frente porque Vinland Saga é um dos meus mangás favoritos.

    Agradeço por esse “satisfatório” podcast. Até mais.

  9. Acabei de ler o volume 3 só pra ouvir o cast, a história fluiu como se não precisasse de porra nenhuma de protagonista (oque é perfeito), realmente não me encomodo mesmo, vocês sabendo que tem muito mais volumes já lançados e vocês continuaram criticando um volume JÁ SABENDO que vai ser ligado tudo no futuro. Alguém que fez Monster e 20th Century Boys, não tem como esse volume (terceiro) ficar como uma ponta solta no mangá. Pra quem gosta de Vagabond, eu achei impossível vocês terem falado mal daqueles ninjas que mais parecem Vagabond. Enfim, discordo de vocês. E outro teve a ousadia de falar que iria pensar em dropar uma obra de Naoki Urasawa, essa eu ri sem para.

        • Bem, você claramente disse que é pecado dropar uma obra do Urasawa, como se ele estivesse livre de erros e falhas. Agiu como um fanboy, por isso respondi de tal jeito.
          Achamos Billy Bat falho, argumentamos sobre isso, e não há motivos para você, tendo ouvido nossos argumentos sobre o assunto, discutir se devemos ou não dropar uma obra. Afinal, como já dito, demos argumentos suficientes para isso. E ser do Urasawa ou não significa absolutamente nada para a qualidade de uma obra.

  10. Trilles, pode relaxar e continuar lendo, no 4 volume mesmo, a estória ”filler” que vocês dizem ter lido dos ninjas, já é falado novamente, então aquilo vai ter importância pra estória como eu tinha falado. Junto com os generos que falam que o mangá é de ”Mistério”, também está lá que é ”Histórico”, então é óbvio que Ninjas, Jesus entre outros iriam aparecer em uma hora ou outra, acho que seria estranho NÃO APARECER tais fatos da humanidade e se você conhecer o minimo sobre a estória dos presidentes nos Estados Unidos… você já vai ter conectado alguns pontos rápidinho (senão souber, sugiro que pesquise os nomes ( ou não ) dos personagens – wikepedia mesmo – que vão aparecendo, pra não ficar perdido).

    Você sabe outro mangá que no gênero esteja ”histórico” e que você recomenda fortemente ?

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