EMD Cast #131: Review – Glaucos

Fala Pessoal! Mais um cast do EMD para vocês e dessa vez nós analisamos Glaucos. O podcast ficou muito informativo e detalhado e contém spoilers da obra inteira. Já lhes aviso que a obra nos decepcionou bastante e antes que apareça algum hater nos xingando ouçam o podcast para evitar discussões desnecessárias.

Dito isso, nos acompanhem nas profundezas do oceano com Glaucos!

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 -> PODCAST <-

Lembrando que recomendamos que baixem nossos podcasts.

Para fazer o DOWNLOAD e/ou ESCUTAR ONLINE4Shared.

EMD Cast #131_ Review – Glaucos.mp3

*As informações desse podcast podem ser encontradas no final deste post.

-> REVIEW <-

O que você acha de Glaucos antes de ler a obra:

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O que você pensa sobre Glaucos depois de ler a obra:

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– Informações Gerais –

Onde baixar: Não baixem!
Status: terminado.
Volumes: 4.

Para ler mangas online escolham sempre a Central de Mangás!

*Para saber sobre as músicas utilizadas no cast ou caso tenham qualquer dúvida, entrem em contato conosco.

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17 pensamentos sobre “EMD Cast #131: Review – Glaucos

  1. Que Tags depressivas…
    Esse mangá já foi recomendado por aí, ele ainda está na minha Wish List. Vou ouvir o podcast e um dia muito, muito distante, quando não tiver ABSOLUTAMENTE nada para fazer, eu leio para ter certeza da desgraça ou da da grandeza do mangá. Mas pode ser que eu nunca deixe de ter algo que eu sei que é bom para ler e me aventurar nesse mangá com uma qualidade duvidosa…

    Mas digam aí, o que acham do livro Drácula de Bram Stoker? Eu terminei de ler o diário do Jonathan Harker, concluindo o capítulo 4, e já me impressionei com a obra. Me faz pensar em quão não original é a narrativa do livro Entrevista Com o Vampiro de Anne Rice…

  2. Ouvi o podcast porque não estava acreditando que um mangá com a arte aparentemente boa poderia receber notas tão baixas e gostei muito das discussões, uma vez que estava esperando o “como analisamos narrativas”.
    Ao refletir sobre a importância de um personagem para o enredo, o principal exemplo negativo que me vem á mente é Fairy Tail. Por que diabos um autor enche a obra com personagens vazias e peitudas com poderes aleatórios? para mostrar que a guilda tem bastante gente é que não é; afinal, cada personagem tem background e caracter design único.
    “Ah, mas por que você critica um mangá feito para crianças?” porque eu supostamente deveria ser uma destas. É sério que, por ter 14 anos sou obrigado a engolir obras ruins como essa? não sou mais especial que qualquer pessoa da minha idade. Infelizmente, minha faixa etária é tratada como acéfala por certas mídias de entretenimento.
    Me desculpem pelo desabafo e até mais.

    • Não é por ser pra criança, é entretenimento leve no meu ver. É pra quem quer ver ação, ecchi e uma história direta, bobeira ficar criticando e chamando os fãs de retardados como se fosse uma obra pra se levar a sério.

      • Crepúsculo é entretenimento leve e por isso ele deve ser considerado bom? Estamos fazendo uma analise crítica e não um post genérico falando como toda obra é perfeita se olharmos apenas os lados positivos das pessoas que gostaram da mesma.

      • E quando eu disse que era pra ser considerado bom, cara? Só acho desnecessário ficar falando mal da obra e das pessoas que a assistem, é o mesmo que falar mal de Bob Esponja por não fazer sentido.

        Ou vai dizer que vocês levam Bob Esponja e outros desenhos do tipo a sério?

        • Eu posso dizer por mim, mas levo Bob Esponja tão a sério quanto levei Glaucos, Berserk, Vagabons e até mesmo Naruto.
          A grande diferença está na qualidade, vou me aproveitar do exemplo do Bob Esponja, nele apesar de termos uma clara série para crianças, vemos piadas muito bem construídas que fazem com que nós até hoje demos risadas, uma animação ótima, um design único e extremamente criativo, além de mensagens que somente adultos conseguiriam pegar, fazendo com que o mesmo possa ser aproveitado não só pelas crianças como por seus pais.
          Isso é a prova que mesmo uma série leve para crianças pode ter qualidade independente de publico alvo, e sim pode ser levado a sério porque quando analisamos ponto a ponto vemos sua qualidade, por isso que citamos exemplos de obras que NÓS consideramos ruins, é uma analise e as vezes comparações são necessárias, além do fato que falarmos mal de determinadas coisas já viraram parte da nossa comédia como podcast.

  3. Em Teppuu, o chute da menina e toda aquela aparição era apenas para promover o esporte, toda a motivação dela é ser uma pau no cu, o interessante é a relação dela com o irmão. Achei a arte bem agradável e pedi para meu amigo que luta, explicar os movimentos de chão, e ele disse que os movimentos foram bem fluídos como realmente é. Lembre-se que como é MMA feminino, existem diversas regras a mais, e mesmo ela sendo menina e forte, ainda perderia para homens, dê mais uma chance. Estava em hiato por 2 anos e voltou recentemente, o final do primeiro campeonato está chegando.

    • Acho que você fez esse comentário no post errado, mas vou responde-lo aqui. Os movimentos de Teppu são “verdadeiros”, mas a arte deles tem movimentações absurdamente exageradas, fazendo um chute longo parecer ser mais rápido que um jab, e a própria movimentação (falando de arte e não dos golpes) torna a luta no solo nada excepcional.

      E se você viu o manga, foi mostrado que a derrota dele foi encenação, mas mantiveram o fato de uma garota de 14 anos ter praticamente quebrado a costela de um lutador considerado o melhor do país com apenas um chute.

      Sobre seu amigo que faz luta e disse que os movimentos são bons, ele está pensando apenas na teoria do movimento e não na arte que tem que mostrar esse movimento de maneira correta. ,Eu posso garantir que entendo um mínimo de MMA. Fiz diversas artes marciais durante minha vida, indo de judo e boxe a combate armado medieval, e para finalizar eu acompanho o MMA muito antes do UFC sequer ser conhecido.

      Se você quer ver um manga com movimentações de solo boas e realistas, leia Shamo e All Rounder Meguru. Só checando os capítulos abaixo você já vai ver a diferença absurda entre as obras.

      Em Shamo eu peguei o capítulo com a introdução a luta de solo, apenas com movimentos básicos, para não dar spoilers:
      http://mangafox.me/manga/shamo/v22/c024/1.html

      Essa é o primeiro capítulo de uma luta qualquer de ARM. O manga não tem a melhor das artes, mas se tratando de luta de solo eu nunca vi um manga que mostrasse as técnicas de maneira tão detalhada e correta (tendo exceções é claro):
      http://www.mangareader.net/all-rounder-meguru/37/7

      O maior problema que eu tenho com Teppu é a angulação dos membros durante a luta. Tem vezes que parece que o a perna esta quebrada ou saindo do meio da pélvis. Mas não entenda errado, se compararmos com qualquer shounem de batalha padrão, os movimentos de Teppu são muito mais realistas e tem movimentações bem melhores. Mas para o padrão de qualidade que busco, ainda mais em um assunto que me atrai bastante, Teppu passou longe de me agradar no quesito lutas. O mesmo já aconteceu com diversas obras, sendo a mais recente Karate SKM, que é pior que Teppu.

      • Obrigado pelas recomendações e pela explicação, realmente comentei na aba errada, agora entendi o motivo de não ter gostado de Teppuu. As vezes, eu acho os melhores e piores estranhos, comparando por exemplo Teppuu como um dos piores e colocar Attaque como melhores, sendo que são dois esportes diferentes, onde temos dois protagonistas filhos da puta, sendo que em Attaque tirando a arte muito bonita, não tem nada além do esperado. Mas também varia o nível de aprofundamento da obra, já que só li Attaque até o capítulo 30 e vocês leram Teppuu até o volume 2, sendo que as verdadeiras lutas vem depois, principalmente no volume 4 e 5.

  4. Hoje terminei de escutar o podcast de Glaucos, uma obra que li faz algum tempo, e que achei incrível, mas após escutar o cast, recordei de algumas falhas que vocês apontaram, mas também discordei de algumas.
    Na competição final do último volume, nos “flashbacks” do Cisse, vemos a evolução da vida, desde os estromatólitos(fóssil mais antigo já registrado na Terra: 3,5mi anos) e da forma como surgiu a água(caída de meteoritos carregando gelo) que após uma caralhada de anos, surgiu o oceano, e o Cisse vê aquela primeira gota de água no oceano. É aquela gota, o início de tudo, não só do oceano, mas consequentemente da vida, já que a maior parte da vida veio do oceano, e o Cisse decide ir até o começo, o Ourobouros se completa ali(ele saiu do mar e voltou a ele), e com o nascimento do seu filho, se inicia o próximo ciclo. Todo aquele mundo do mergulho prendia Cisse, tudo que ele queria era o oceano, nada de campeonatos, treinos e pesquisas, o drive dele era o oceano e após ele largar do poste e se mostrar na horizontal(página mais agoniante do mangá, quem viu, sabe que vai dar merda, não se deve fazer isso em profundidade como 200m, já que cada movimento em ambientes extremos, o homem tem que ser executados de forma planejadíssima)

    Sobre o Petit, ele realmente conseguiu o que queria, era a segurança financeira de sua família, ele não gostava do mar, e após seu acidente, aquilo afetou seu cérebro(sim, ele ficou maluco/retardado), mas ele achou esse preço aceitável pelo seu objetivo que é a segurança financeira de sua família.
    Já a Haruka, também concluiu seu objetivo, já que sua pesquisa foi um sucesso, ela vai poder continuar com o baço lá.
    Sobre o Claude, ele via no Cisse como alguém possível de ser seu sucessor, após a briga com Petit, ele viu no Cisse alguém que pudesse superar o Petit. Podemos dizer que a morte do Cisse foi o ponto de ruptura, que ele ficasse maluco, procurando alguém melhor, como é mostrado no final. Pode ser ego ou qualquer coisa, mas ele não quer ser esquecido e quer continuar sendo o vencedor, mesmo que seu corpo não aguente mais, algo egoísta, claro.

    Comentaram sobre o motivo das provas não serem na costa ou nem explicar de ser em mar aberto, mas é algo entendível, já que ele deixou implícito isso.

    No mar aberto, ela não carrega matéria, como se pode ver nessa gif:

    Claro que tem alguns pontos não abordados, como o vento podendo empurrar o barco, mas acredito que nesse oceano que é feito as provas, seja algo calmo e sem grandes predadores como tubarão(no caso do Mar Vermelho, é um lugar com diversos locais específicos para a prática do esporte, já que lá existe a possibilidade)

    Não poderia ser praticado na costa, simplesmente pelo nível que pode não ser suficiente:

    Agora algo pessoal que senti lendo Glaucos, sou uma pessoa moradora de uma ilha, eu tenho uma certa relação com o oceano, sempre fui a praia e estudo geografia, talvez as pessoas não tenham entendido o capítulo final, ou não foi tão impactante quanto foi para mim. A primeira gota que Cisse foi atrás, poderia estar em qualquer lugar do mundo, qualquer água que você beba, lave o carro, faça balões de água tem uma idade absurda em comparação a qualquer civilização humana que já passou por aqui. Em Glaucos, eu vejo o respeito pelo oceano, é algo que eu sinto, ele mostra como ele pode ser tanto algo incrível e apaixonante, como algo mortal e perigoso. Não acredito que o final tenha sido ruim do jeito que vocês dizem, aquilo foi incrivelmente impactante, a obra teve suas correrias, mas ela fechou tudo de forma bonita, com o conto da ilha do Cisse, iniciando um novo ciclo, que é basicamente o que é a vida no planeta Terra.

    • O problema aí, Lemos, é que discordo plenamente da página citada por você do homem na horizontal ser agonizante. E o motivo para isso é simples. Comentamos no podcast inteiro que, devido ao pseudo-desenvolvimento do personagem e de suas habilidades em conjunto ao tamanho do manga, não pudemos montar em nossas mentes uma mínima preocupação em relação a Cisse. O personagem estava raso do início ao fim da obra. Isso é outra das maiores falhas que vimos, pois, embora os últimos capítulos em si não tenham sido tão ruins, demonstrando essas boas cenas que foram por você citadas, com boas analogias e metáforas, o pré-final, com a loucura de Cisse, quebrou completamente o que o personagem estava se tornando, o desconstruindo e fazendo com que começássemos a ligar o foda-se completo para sua saúde e/ou sucesso, no esporte ou na vida.
      Gosto do seu ponto de vista do que o autor poderia ter passado a muitos, mas acho que foi algo muito mais pessoal para você, e bem aleatório em si, se me permite dizer. Porque apesar de se morar perto do mar, a não ser que se tenha uma grande conexão e necessidade de conviver com ele (como numa ilha pesqueira, por exemplo), acho bem difícil para alguém se conectar assim com uma simples leitura que nem foi tão bem trabalhada assim.
      E nem falarei aqui sobre a narrativa porca da obra, que é ridícula. Isso falado em comparação a todas as outras leituras que já tive, a de Glaucos é bem fraca.

      Sobre a mulher, o que menos gostamos dela foi a forçação do autor para montar um romance ao final, que, primeiramente, estava completamente fora de papel, e em segundo, não encaixava com o enredo que vinha sendo apresentado. Acabou funcionando para a criança, mas pensando bem, essa estória, se fosse esse o grande objetivo do autor (citar e trabalhar o Ouroboros com toda a estória do homem do mar), ele poderia ter feito uma estória bem maior, muito melhor desenvolvida, em que o personagem pudesse conquistar o amor de alguém, conviver como um ser humano, alcançar seus objetivos e, ainda assim, ter um grande relacionamento com o mar. Penso em Kokou no Hito neste instante. É uma obra em que o personagem também tem um relacionamento fortíssimo com a natureza (no caso, as montanhas), mas que, mesmo sendo um isolado da humanidade, acaba se relacionando com outros e afins para montar uma real vida por completo. Não darei spoilers de Kokou no Hito aqui, mas o desenvolvimento é fabuloso, e se visto a questão da relação homem-natureza, fica clara a superioridade gigantesca de Kokou no Hito no assunto.

      Sobre os comentários dos locais da prova, sim, falamos por fora. Pois o autor mesmo fala por fora. Embora tenha algumas coisas que sejam lógicas, como o fato de ser em mar aberto, outras não são explicadas. O problema não foi “montar a cena de forma errada”, mas de montá-la sem nos explicar nada sobre ela. É como num cenário não desenvolvido/explicado. Imagine que você é apresentado a um mundo de magia num manga fantasioso. Se nada sobre esse mundo for explicado, ele não se torna nada crível, ou absurdo, mas se torna uma ferramenta de enredo que um autor pode usar para criar conveniências absurdas para uma obra. E obviamente, isso acontece na maioria dos shounens fantasiosos de hoje, como Naruto, Fairy Tail, Bleach e afins.

      E sobre seu último parágrafo, é basicamente o que falei em meu parágrafo anterior. A conexão que poderíamos criar com o mar poderia ser infinitamente maior, como foi a conexão que criei durante a leitura de Kokou no Hito com a natureza em totalidade. É muito complicado para uma conexão ser criada entre o ser humano e algo vago como o mar durante a leitura de um manga, e isso se complica ainda mais quando não se conhece muito sobre o tema. Talvez nem tanto para mim, já que fiz treinamento de salva-vidas, fui federado em natação mais mais de sete anos e moro no Rio de Janeiro, embora não vá mais à praia hoje em dia, mas para leitores mais fora do tema, será ainda mais complicado criar tal conexão. A tentativa do autor de Glaucos em minha opinião foi uma completa roleta russa por causa disso. Ele não pensou num público alvo para a obra, nem pensou em como poderia realmente trabalhar bem um tema, nem em personagens realmente bons para sua obra (sejamos sinceros, pois nenhum personagem em Glaucos é realmente muito bom). E sinceramente, como não pensou bem num público alvo, acho que seu objetivo sequer foi o dinheiro de retorno. Acho que, de fato, foi um grande chute dado; um “estou sem nada para fazer, então vai isso”. E o pior: chute que não deu certo.

      Enfim, me desculpe pelo comentário longo, mas serve para qualquer um que quiser saber minha opinião concreta sobre Glaucos, pois não participei bem no podcast.
      Obrigado pelo comentário e até a próxima.

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