Sobre as próximas reviews, a série Como Analisamos e notas.

Como alguns de vocês (espero que muitos) sabem, em nosso podcast de Ore to Akuma no Blues citamos um modo diferente de darmos notas a obras. Em resposta ao Felipe Berardo, crio, então, este post para explicar melhor algumas coisas.

Berardo perguntou se continuaríamos com o método citado no podcast de Ore to Akuma no Blues para darmos notas, já que ele gostou de haver uma ênfase maior na explicação das notas, dando, assim, um “resumo” melhor de nossos pensamentos aos leitores, afinal, notas são apenas isso, um resumo.
O método, para os que não sabem, é muito simples: além da nota normal que já damos, colocaríamos uma classificação de “fraco”, “decente” ou “forte” adicionado à nota. Ex: 8 forte.
É um bom método, porque deixa claro a nossa posição sobre a nota, pois um “8 fraco” mostra que estamos dando 8, mas que não estamos tão seguros com essa nota, diferentemente de um “8 forte”, que seria aquele 8 MUITO BOM, um “8 mais confiante”.

Gostaria de dizer que alguns casts já gravados não apresentam tal método. Casts que serão lançados nesta próxima semana, como os de Love Hina e de Rurouni Kenshin, além do já postado Beck. Mas Beck teve um caso diferente.
Não citamos o caso das notas em Beck porque a obra foi um problemão em geral para analisarmos.
Para mim e para o Lucas a obra obviamente não merece mais do que sete (7). Seria possível darmos um ponto a mais por questão da influência que ela trouxe ao público, principalmente ao brasileiro que procura mais por obras de qualidade, além de toda a influência musical que ela pode causar em muitos, afinal, não é um manga de “pop” ou de “pop rock”. Normalmente citamos essas notas em -1 e +1 como “notas pessoais”. Além de toda a análise que fazemos, damos um ou tiramos um ponto dependendo do quanto essa obra nos influenciou ou foi boa para cada um. O famoso “ponto pessoal” que usamos.
Porém, como poderão notar no podcast de Beck, o Estupratom acabou dando nove (9) de nota para a obra, e isso aconteceu porque uma grande discussão surgiu sobre o assunto, já que, inicialmente, sua nota era na verdade um dez (10). Já foi uma briga para que ele repensasse e desse nove (9), imaginem se fossemos colocar o “fraco”, “decente” e o “forte”.
Para completar, na mesma semana tivemos discussões sérias com todos os membros do grupo para ver o que faríamos com os atrasos, o que faríamos de posts daqui em diante e como analisaríamos arte no geral (pois essa foi a maior complicação ao analisarmos Beck).
O Thomás, por exemplo, era outro que dava dez para Beck.
No final, como o Lucas acabou dando um nove por uma questão de nostalgia e influência extrema – já que a obra o levou a tocar guitarra, além de influencias em seus gostos por mangas, sendo que ele hoje faz parte até de uma banda -, levamos por aceitar a nota do Estupratom, mas como pode ter percebido, por problemas de discussões não pudemos esperar o Thomás tentar reanalisar a obra para que ele participasse do podcast.

Vejam bem, não estou falando isso para falar mal deles ou algo do tipo. É claro que não, longe disso. Mas como um grupo, devemos seguir um padrão de análise. Não está errado eles pensarem em dar dez para uma obra que eu não pense, por exemplo. Notas podem ser diferentes. Porém, como já dito, repito que, como um grupo, devemos manter um padrão de análise.
Imaginem que o Thomás fosse como vários outros sites lixos por aí são (em minha opinião), um crítico de manga que nem sequer se dá ao trabalho de analisar sua arte. As minhas notas e as do Lucas (principalmente) seriam altamente conflitantes com as dele. O público não entenderia. Imaginem Molester Man ou Onani Master Kurosawa. Eu e Lucas daríamos no máximo um 8, mas provavelmente um 7, enquanto o Thomás daria um 10. Não faria sentido algum. O público não entenderia. Mas ainda estou dando um exemplo simples. Imaginem que isso acontecesse com uma obra “mediana”. Imaginem alguém do grupo dando 7 e outro dando 4 (os mesmos 3 pontos de diferença). Que sentido isso faz? Um no grupo achar ruim (4) e outro achar bom (7)? É uma diferença gigantesca entre notas para pessoas que seguem um mesmo padrão de análise. Repito: para pessoas que seguem um mesmo padrão de análise. Não estou dizendo que é incoerente eu achar uma obra boa e você, leitor, achá-la ruim, pois você pode analisar obras de forma totalmente diferente da minha, mas como um grupo, repito que devemos manter um padrão, mínimo que seja.
Para os que não entenderem o que estou falando sobre análise de arte, é muito simples. Lançamos um podcast da nossa linha de Como Analisamos para lhes mostras como analisamos arte em quadrinhos e séries animadas. É mais do que lógico que seguemos o que citamos nesse post, afinal, nele está a nossa maneira de analisar arte. Porém, muitos do grupo não estavam dando grande atenção à arte de quadrinhos em geral.
Esperem por mais casts da série Como Analisamos, pois neles citaremos sempre nossa maneira fixa de analisarmos tudo sobre mangas e animes.
Por esses motivos, estaremos mudando várias de nossas notas (algumas de peso) em reviews do site. Então, não achem estranho caso em algum podcast falemos uma nota 9 e no texto da review a nota apareça como um 7 e uma indicação de que ela foi modificada pós-podcast.
Pretendemos refazer alguns podcasts no futuro, como os de Sun-Ken Rock e de Shingeki no Kyojin, por exemplo, ou por terem sido mal feitos (caso de Shingeki no Kyojin) ou por conterem opiniões completamente às avessas do que pensamos hoje (caso de Sun-Ken Rock). Mas em grande parte apenas mudaremos nossas notas ao final das reviews, colocando uma nota indicando que elas foram modificadas, e na página de Ranking de Melhores Obras, página essa que, para pessoas que procuram por boas leituras, deveria ser a página mais visitada do site por elas.

Mas, sim, continuaremos com a ideia do “fraco”, “decente” e “forte”, pois achamos que isso facilitará o entendimento de todos sobre nossas notas daqui para frente.

Sobre os atrasos recentes e a falta de atividade no site, o Estupratom fará um post no domingo à noite explicando tudo o que faremos a partir da próxima semana.

Nos vemos hoje à noite (ou amanhã de manhã) em nossos lançamentos de mangas. Hoje voltamos com “City em dobro” e mais Santuário!

Até a próxima.

EMD Cast #92: Personagens

E aí, pessoal?! Para continuar nossa série de casts que servem para abrir suas mentes sobre uma análise em geral, dizendo todos os critérios que utilizamos ao analisar um tópico em uma obra, seja ela anime, manga ou filme animado, passei aqui hoje para lhes trazer o nosso cast “Como Analisamos Personagens”. Nele vocês escutaram todos os critérios que já conhecem e ainda mais alguns que podem ser utilizados ao analisar uma obra.

Neste podcast tivemos a primeira participação de nossos ótimos novos membros: Primo (o Tom Sawyer) e André.

Adianto que não lhes darei um texto desta vez, assim como o post anterior de mesmo estilo, mas apenas imagens e um título para os nossos ouvintes usarem de base para o que falamos no podcast.

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